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Como a inteligência emocional pode ser decisiva para construção de um líder?

Alguns líderes são eleitos, enquanto outros são contratados ou até mesmo obrigados a exercer tal função. Uma coisa, no entanto, é certa: uma vez na liderança, capacitar-se deixa de ser uma opção e passa a ser obrigação. Nos últimos tempos, a inteligência emocional se tornou um ingrediente fundamental para quem deseja liderar com êxito e obter um perfil de liderança considerado eficaz. Como, porém, saber se ela está presente em sua vida?

Nós, além de prepararmos 5 perguntas que te ajudarão a descobrir o quão saudável está a sua mente e o quão longe sua gestão pode chegar com ela, selecionamos algumas dicas para que você desenvolva a inteligência emocional. Aperte os cintos e confira.

1 – Você se conhece?

Não se deve liderar uma equipe sem antes liderar a si mesmo. De nada adiantará visitar o mundo inteiro e não explorar a própria alma. O autoconhecimento é um dos principais elementos da inteligência emocional e pode render frutos não apenas para sua liderança, mas também para sua qualidade de vida.

Para isso, dedique tempo a uma autoanálise e descubra quais são suas principais qualidades, deficiências, metas e planos. Quanto melhor você se conhecer, mais preparado estará para auxiliar seus colaboradores a fazerem o mesmo.

2 – Você consegue encarar problemas?

Para alguns, problemas são pedras; para líderes emocionalmente inteligentes, eles são degraus. Um bom líder deve, antes de tudo, ser um bom organizador. Esteja preparado para fazer com que seus liderados “arrumem a bagunça” de seus próprios corações e, consequentemente, de todas as áreas da empresa.

Quem foge de conflitos jamais experimenta vitórias. Deixe claro para seus subordinados que suas mangas estão arregaçadas para encontrar soluções e diagnosticar problemas. Mas atenção: o alicerce de toda essa arrumação deve ser a eficiência, e não o desespero. Mantenha-se calmo enquanto transforma o caos em ordem!

3 – Você é confiável?

Um chefe é temido, mas um líder que detém a inteligência emocional é admirado. Num mundo cada vez mais volátil e inseguro, todos carecemos de confiança, e esta deve ser uma de suas principais bandeiras. Seja alguém em quem seus liderados possam confiar. Alguém que não volta atrás no que diz e sempre está disponível em momentos de crise e adversidade.

Psicólogos são unânimes ao afirmar que a confiança pode “temperar” até mesmo o mais insosso dos ambientes de trabalho e transformar um amontoado de pessoas numa equipe unida e harmonizada.

4 – Você entende seus liderados?

Ninguém, no entanto, quer ser liderado por alguém confiante, mas distante. É aí que entra a empatia. Segundo o dicionário, a empatia é “a capacidade de se colocar no lugar do outro”. Liderar com empatia é transformar a inteligência emocional numa chave que destranca até mesmo os corações mais duros e inflexíveis.

Ao orientar, seja paciente; ao corrigir, seja educado; ao decidir, seja justo. Demonstre aos seus subordinados que você compreende seus limites e dificuldades e que, embora seja seu papel ajudá-los a se superar, você não pretende passar por cima de ninguém nesse processo.

5 – Você já desistiu de desistir?

Um capitão inseguro colocará sua tripulação em pânico. Toda a sua inteligência emocional será inútil se não se basear na motivação e na confiança de que, independente de circunstâncias passageiras, o resultado final será positivo. Um líder motivado e resiliente contagia sua equipe.

No futebol, quando um time está perdendo, sua torcida se divide em dois grupos: o primeiro vaia os jogadores e até sai do estádio mais cedo. O segundo começa a apoiar a equipe e, em muitos casos, é determinante para a virada.

Deixe claro para os seus colaboradores que desistir não é uma opção e que, sob seu comando emocionalmente inteligente, todos chegarão muito mais longe do que imaginavam.

6 – Como desenvolver a inteligência emocional?

Saiba como lidar em questões de estresse

O estresse, quando está em níveis elevados, pode ser bastante prejudicial para sua saúde. A partir do momento em que você é capaz de se acalmar em situações de estresse você fica mais equilibrado, com foco e sob o controle das situações.

Para isso, identifique os momentos em que você está estressado. Você precisa se conhecer e saber quais são as situações em que está fora do seu controle, com o objetivo de tentar melhorar essa situação. A partir desse momento, é necessário que você identifique sua resposta a esse estresse e descubra técnicas para aliviá-lo.

Caso você seja uma pessoa visual, uma dica para isso é que você se rodeie com imagens exuberantes e edificantes. Agora se você for uma pessoa sonora, escute uma música favorita ou até mesmo os sons de algo que te deixa mais tranquilo.

Aprenda a criar uma relação com sua consciência emocional

Ter consciência de como suas emoções influenciam seus pensamentos e ações é um passo fundamental para que você entenda a si mesmo e permaneça com foco e tranquilidade em momentos cujas situações são mais tensas e merecem um cuidado maior de sua emoção.

Em situações de muito nervosismo, o momento tende a ficar mais constrangedor caso a pessoa esteja desconectada de suas emoções, especialmente aquelas mais fortes e essenciais, como tristeza, medo, raiva, entre outras.

Quando não existe essa consciência emocional, não conseguimos compreender as próprias motivações e necessidades e nem se comunicar de forma eficaz com as pessoas.

Seja um bom comunicador não-verbal

Engana-se quem pensa que ser um bom comunicador é apenas aquela pessoa que domina as habilidades verbais e que são capazes de gerir situações de estresse. Na maioria das situações, o que você diz não é importante, e sim a forma como você diz. Esses são os sinais não-verbais de uma comunicação: os gestos, o quão rápido ou alto você fala, como é realizado o contato visual, entre outros.

Com o objetivo de construir conexão e confiança com a pessoa que você está se comunicando, é preciso ter consciência da sua linguagem corporal. Mesmo quando você está em silêncio, a comunicação não para: pense e reflita sobre o que você está transmitindo e se o que você fala coincide com o que você pensa.

Assim, as chances de você entrar em conflito com alguém devido à maneira que está rolando o diálogo são bem menores, facilitando o seu convívio e o dia a dia.

E você sabe como pode melhorar sua comunicação não-verbal? Com duas dicas simples você pode se aperfeiçoar bastante nesse quesito. Focar na outra pessoa é essencial. Caso esteja planejando o que dirá a seguir sem se preocupar com quem está dizendo, os sinais não-verbais e outras sutilezas da conversa acabarão ficando em segundo plano.

Uma outra dica fundamental é fazer o contato visual com o seu interlocutor. Esse contato permite que você demonstre interesse na conversa e na pessoa que você está se comunicando. Além disso, passe a analisar os sinais não-verbais que você está transmitindo e recebendo, com o objetivo de sempre melhorar a sua comunicação.

Resolva conflitos de forma positiva

Por fim e não menos importante, é essencial que você, como líder, saiba resolver conflitos de forma positiva. Eles são inevitáveis em qualquer situação, pois é uma consequência das relações humanas. Caso duas pessoas não possuam a mesma ideia, o mesmo interesse e as mesmas expectativas, eles surgirão e é necessário ter sabedoria para gerenciá-los.

Resolver esses conflitos de maneira saudável e construtiva pode reforçar a confiança que seus liderados possuem por você. Quando ele não é percebido pelas pessoas como algo que ameaça e pune, a consequência é que promoverá a liberdade, segurança e criatividade na equipe.

Quem é você?

E então? Qual desses aspectos da inteligência emocional precisam ser incorporados à sua liderança? Em quais áreas você ainda erra e onde costuma acertar?

Agora que você sabe dicas essenciais de como essa inteligência emocional pode ser decisiva na construção de um líder, que tal entrar em contato com a nossa empresa? Somos focados na gestão da imagem e de carreira e poderemos ser essenciais para que você aplique essas sugestões.

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Liderança comportamental: entenda o que é

No atual mercado, muito se ouve falar em características importantes para um verdadeiro líder. E qual é o profissional que não sonha trilhar esse caminho? Falando em pontos de destaque para a carreira, você sabe o que é liderança comportamental?

Trata-se de um conceito que defende o desenvolvimento de líderes a partir de uma análise de seus comportamentos e atitudes. Existem características que definem uma liderança produtiva e elas independem do seu nível ou de qual segmento você atua.

E quais as características da liderança comportamental então?

A liderança comportamental conta com três principais teorias que possuem propriedades próprias. São elas:

Estilo Autocrático: Quem toma as decisões é o líder, e seus subordinados devem simplesmente acatá-la, sem ter participação sobre ela.

Estilo Democrático: Neste caso, os colaboradores participam das decisões, que acontecem em conjunto. Valoriza as relações humanas e pensa no desenvolvimento do profissional como um benefício para toda a equipe.

Estilo Laissez-faire: Em tradução livre do francês, o termo significa “deixe fazer”. E é bem isso que acontece nesse modelo de liderança. Nele, os líderes apenas definem os limites e a equipe é livre para decidir o resto, com direito a feedback após cada decisão.

Dizer que cada líder ou cada organização tem o seu estilo é restringir demais, já que existem casos de transição após perceber que o modelo adotado não estava funcionando bem.

Como desenvolver a liderança comportamental?

Liderar uma equipe nada mais é do que fazer com que os outros desempenhem tarefas. E qual seria a justificativa para eles fazerem isso da melhor forma? Pode ter certeza que pressioná-los não surtirá efeito.

É natural que o líder sofra pressão de seus superiores, e que parte disso seja transmitido automaticamente à equipe. Por que então potencializar essa pressão já existente?

Para delegar responsabilidades aos colaboradores, é necessário, antes de mais nada, entender como eles “funcionam” e ser exemplo. Se é preciso que as pessoas controlem seu ego, o líder deve ser o primeiro a fazê-lo, praticando a humildade de ouvir seus subordinados nas reuniões, por exemplo.

Aliás, é isso que diferencia um líder de um chefe. Este último impõe metas absurdas, não dá o suporte necessário para que os colaboradores as cumpram e ainda os trata de forma hostil e arrogante.

E quem lucra com este tipo de liderança?

A primeira vista, pode parecer que os lucros de uma equipe bem liderada são os mesmos daquela que sofre a ação de um “chefe”. Entretanto, a liderança envolve sensibilidade e participação de todos, o que tende a enriquecer o processo produtivo.

Todos sabemos que aqueles que trabalham motivados produzem mais, certo? Pois bem, além do fator motivacional, dar espaço para que todos expressem suas ideias e anseios abre uma gama muito maior de opções na hora de tomar decisões.

Os colaboradores produzem mais, o líder se sente satisfeito com os resultados e a empresa colhe os frutos materiais advindos do processo. Eu arriscaria dizer que essa positividade respinga até mesmo no consumidor, que tem acesso a um atendimento de melhor qualidade e produtos constantemente aprimorados.

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Donald Trump: o retrato de uma péssima liderança

Desde que Donald Trump assumiu a presidência dos EUA, ele tem se tornado destaque nos jornais. Em pouco mais de 200 dias no poder, já aconteceram inúmeros retrocessos de avanços sociais que demoraram anos para serem conquistados. No entanto, o que aconteceu no dia 13 de agosto de 2017 em Charlottesville confirmou a incapacidade de Trump de liderar um país e despertou ainda mais as diferenças na sociedade americana.

De acordo com o jornal El País, a “ideia de uma América pós-racial, que se vislumbrou quando pela primeira vez um afro-americano chamado Barack Obama chegou à Casa Branca, a de uma era na qual a questão da raça passaria a um plano secundário, se mostrou rapidamente fantasiosa”.

A marcha dos suprematistas de Charlottesville resultou na morte de Heather Hayer, manifestante antirracista, que foi atropelada por um carro que foi lançado propositalmente contra os manifestantes antifascistas e que, supostamente, era conduzido por um jovem suprematista. Com isto, era esperado que o presidente se posicionasse perante o acontecimento de violência racial. No entanto, ele fez um discurso em que culpada ambos os lados pela violência e não citou o acontecimento como sendo um ato racista, o que lhe causou muitas críticas.

No dia seguinte, a Casa Branca tentou consertar o discurso do presidente culpando os, então, supremacistas brancos e citando o acontecimento como “violência racista”. Mas já era tarde demais. Como a primeira impressão é sempre a que fica, o governo já tinha sido abalado e a ideia que ele tinha passado para as pessoas era de que o mesmo apoiava os supremacistas e neonazistas.

Toda a questão negativa levantada neste e nos acontecimentos anteriores de sua presidência revelam uma questão que já foi abordada por nós em outros artigos, que é justamente a questão da imagem. No artigo “Imagem negativa: os problemas que ela pode causar em sua carreira”, citamos a seguinte frase “uma imagem negativa arranha a reputação de toda a empresa” e é exatamente isto que está acontecendo no governo americano. De acordo com a revista IstoÉ, Trump ficou isolado depois de declarações sobre acontecimento em Charlottesville e, citando o jornal The New York Times, a IstoÉ afirma que o “cerne do problema não está ligado à composição da equipe presidencial: está ligado ao homem que está no topo”. Vemos ai, então, um problema de liderança!

Esta imagem negativa se agrava com as inúmeras declarações dadas pelo presidente no Twitter. Segundo o jornal Público de Portugal, nos “tweets de Trump, os negros são acusados de racismo três vezes mais do que os brancos” e boa parte destes tweets “serviam para, explicitamente ou implicitamente, negar que ele próprio seja racista”. Então, além disto demonstrar uma questão de valores do líder que está no poder, pode-se perceber que a imagem negativa também repercute nas redes sociais.

Com isso, é sempre bom lembrar que as postagens são públicas — outras pessoas verão além de quem será atingido. Ter uma imagem negativa nas redes sociais pode abalar completamente sua imagem diante de clientes. Então, uma das lições que tiramos deste ‘caso Trump’ é:  evite crises de imagem nas redes sociais.

Como prova de que uma imagem negativa pode acabar com uma carreira, gostaria de retomar uma matéria do jornal O Globo que li antes do acontecimento em Charlottesville, que dizia: “75% dos americanos não confiam no que diz a Casa Branca de Trump”. Ou seja, o presidente não passa confiança quase que alguma aos seus eleitores.

Além disso, a matéria também dizia que mais da metade dos americanos desaprovam a conduta de Trump no governo, o que demonstra um problema sério de comportamento. E, como sabemos, se você tem um comportamento negativo, você vai ter uma imagem negativa. Uma coisa está atrelada a outra!

Como afirmou a revista britânica The Economist, “Donald Trump não tem compreensão do que significa ser presidente” e está longe de ser o “salvador da República” porque “é politicamente inepto, moralmente estéril e inadequado, por temperamento, ao cargo”.  Resumindo, a questão de Trump é um retrato de tudo de negativo que devemos evitar se quisermos nos tornar bons líderes.

Como já falamos anteriormente em outro artigo, duas coisas importantíssimas para ser um bom líder é: empatia e coerência. Ser uma liderança empática é prezar por coerência. Ou seja, o líder empático é aquele que lidera pelo exemplo. E é isto que está faltando a Trump.

Lembre-se: as empresas não querem manter na organização alguém que esteja desalinhado com o comportamento positivo da corporação. Nestes casos, é melhor perder um funcionário do que um cliente.

*Por: Camille Reis

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Como lidar com os desafios de ser uma mulher na liderança?

O empoderamento e a independência femininos são assuntos cada vez mais em pauta. Como resultado (e também como motivação para tal), a quantidade de mulheres que alcançam posições de liderança nas empresas em que trabalham, ou que se estabelecem como donas do próprio negócio, também cresce.

Entretanto, como ainda há muito para ser melhorado nesse aspecto, a mulher na liderança ainda enfrenta desafios particulares e baseados no preconceito, dos quais seus colegas masculinos estão isentos.

Como seguir em frente sem desistir ou fraquejar diante desses obstáculos? É o que mostramos no post de hoje! Continue a leitura e entenda melhor quais são e como lidar com os principais desafios enfrentados pela mulher na liderança. Vamos lá?

Falta de confiança do público masculino

Diante de dois profissionais, um homem e uma mulher, muitos clientes podem, sem nem pensar, classificar o homem como o mais competente da dupla. Assim, uma sugestão ou ideia pode ser melhor recebida quando oferecida pelo profissional masculino, mesmo que a mulher já tenha dito algo semelhante ou igual anteriormente.

Para lidar com esse desafio, que obviamente não tem nada a ver com sua competência ou postura profissional diante do cliente, é preciso saber se impor. Não deixe que seu colega ou que o cliente a interrompam, ou que simplesmente repitam o que você já disse com outras palavras.

Aproveite cada oportunidade para demonstrar sua capacidade, certificando-se de entregar o melhor resultado possível para o cliente. Dessa maneira, ele será “obrigado” a reconhecer sua competência e, logo, perceberá seus próprios preconceitos.

Além disso, trate seus subordinados com respeito, mas não deixe-os esquecer de que é você quem está no comando.

Microagressões no cotidiano

Toda forma de discriminação se revela de diferentes formas, algumas violentas, outras sutis. Essas últimas são as chamadas microagressões: situações que, de início, podem até parecer bobagem, mas que quando somadas e contextualizadas, facilmente revelam suas intenções discriminatórias.

Pense nas seguintes situações: um cliente ou colega que você conheceu há dez minutos se refere a você como “querida”; alguém faz um comentário sobre sua aparência que jamais faria a um homem na mesma posição; diante de uma reclamação, um colega sugere que você pode estar de TPM; alguém insiste em lhe explicar algo que você obviamente já entende (talvez, até, muito melhor do que o homem em questão).

É muito difícil lidar com as microagressões porque, se você contá-las para outra pessoa, provavelmente ouvirá um “deixa para lá”, como se não fosse nada. Entretanto, enfrentá-las todos os dias é cansativo, ofensivo e, muitas vezes, humilhante.

As situações podem ser pequenas, mas tornam impossível esquecer que, para muitos, a mulher na liderança é vista com inferioridade em relação ao homem. Mais uma vez, a resposta é se impor.

Diante de uma atitude incômoda, diga que não gostou e exija não ser tratada assim novamente. Logo, os homens ao seu redor entenderão que você não está para brincadeira, e que quer apenas ser tratada da mesma maneira que todo mundo.

Estereótipos e clichês

Você, mulher na liderança, provavelmente conhece aquela velha ideia da mulher profissional e workaholic, que se dedica integralmente ao trabalho porque não tem sucesso com os homens ou esperança alguma de casar-se e ter filhos para “acertar sua vida”.

Esse estereótipo, obviamente, é ofensivo de diversas formas: o valor de uma mulher não está aliado a sua vida amorosa ou condição de mãe, assim como é perfeitamente possível ter sucesso tanto na profissão quanto como mãe e esposa.

E para acabar com estereótipos, nada melhor do que dar o exemplo e provar que as mulheres na liderança são muito mais do que um clichê. Lembre-se de que esses preconceitos são um reflexo de quem a outra pessoa é, e não de você.

Ao continuar avançando na carreira e, enquanto líder, levando a empresa cada vez mais longe, você ajuda ativamente a construir um futuro em que, esperamos, uma mulher na liderança seja tão comum — e tão respeitada quanto — um homem.

E então, pronta para continuar quebrando o teto de vibro e ascendendo cada vez mais como mulher na liderança? Para isso, conte com a gente: assine nossa newsletter gratuita e receba todo o conteúdo do blog diretamente na sua caixa de entrada!

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A influência do perfil pessoal no estilo de liderança

Um estilo mais agressivo ou calmo? Mais arrojado ou com o pé no chão? Qual seria o estilo de liderança ideal? Essas questões ajudam a colocar em cheque algumas ideias preconcebidas sobre o perfil ideal do líder de uma organização.

De fato, liderança não se obtém de berço. Essa é uma habilidade que pode e deve ser desenvolvida. No entanto, algumas características da personalidade dos indivíduos devem ou não ser adaptadas para que eles se tornem bons líderes.

Conhecer o próprio perfil profissional nos ajuda a ter uma visão mais ampla das nossas características, fazendo com que possamos desenvolver melhor as qualidades que impulsionam nossas carreiras.

Quer saber mais sobre isso? Confira neste post 4 fatores para se considerar quando o assunto é personalidade e liderança.

Pessoas mais mandonas devem ter cuidado com o estilo autoritário

Quem apresenta uma personalidade mais enfática e autoritária, deve se conter na hora de ocupar um cargo de liderança. Isso porque ser líder não é impor ordens. Pelo contrário! A liderança se dá pelo poder de influência que o indivíduo conquista diante de seus subordinados.

Nesse sentido, a postura autoritária deve ser trabalhada e canalizada para uma conduta mais participativa. Pode-se tentar focar no diálogo e na construção de argumentos em vez de buscar uma atitude mais impositiva.

Personalidades introvertidas também podem liderar

Muito se fala que o líder deve ser expansivo e carismático, e isso acaba fazendo com que pessoas mais introvertidas fiquem acanhadas de buscarem um cargo de liderança. Geralmente, pessoas mais retraídas são estrategistas e têm uma comunicação objetiva, e essas são duas características essenciais da liderança. Sendo assim, a introversão pode até mesmo trazer boas vantagens para um líder.

Líderes mais calmos lideram melhor

“Um líder deve ser apaixonado pelo seu time. Deve sofrer por ele”. Esse é um tipo de ideia recorrente quando se fala em perfil de liderança. No entanto, muitas vezes, os líderes que são extremamente vinculados à sua equipe podem demonstrar instabilidade emocional.

Ou seja, eles ficam tão fissurados em busca dos resultados da equipe que enfrentam dificuldades para equilibrar seus sentimentos na hora da tomada de decisões. A inteligência emocional é um fator crucial para a gestão de pessoas e deve ser levada em consideração especialmente em cargos de liderança.

Sendo assim, pessoas calmas e contidas emocionalmente podem passar mais tranquilidade e confiança à equipe. Obviamente, é interessante que se tenha paixão pelo que se faz, mas nenhum radicalismo é bem vindo no âmbito profissional.

Ambiciosos têm seu espaço entre os líderes

Para ser líder, é preciso ter o pé no chão. De fato, essa afirmação é correta, pois um líder que não reconhece a realidade de sua equipe não terá condições de conduzir todos em prol do crescimento da empresa.

No entanto, os grandes líderes possuem também um toque de ambição. Pessoas que têm essa atitude em sua personalidade conseguem definir metas desafiadoras, e isso é muito importante, inclusive para engajar colaboradores.

Quais são os perfis profissionais existentes?

Existem alguns perfis mais desejados pelas empresas para ocupar cargos de liderança. Conhecer a definição deles pode ajudar você a entender em qual grupo suas habilidades se encaixam para trabalhar no seu desenvolvimento profissional. Entre os mais comuns estão:

Comunicador

Existem algumas pessoas que gostam de se expressar. Geralmente são carismáticos e detêm um alto poder de persuasão. Quem tem esse perfil, se anima facilmente com inovações e projetos, transmitindo a mesma motivação aos demais envolvidos, a quem apresentam sua visão com facilidade.

Apesar da habilidade em se relacionar, esse profissional pode apresentar falhas quando o assunto é analisar ou planejar, já que nem sempre consegue ter uma visão sistêmica para direcionar os planos a um caminho viável.

Assim, a pessoa com essa identificação corre o risco de apostar em planos que podem se tornar prejudiciais ao negócio. Precisa desenvolver melhor as habilidades estratégicas.

Planejador

Normalmente, o líder com perfil planejador é a chave da estabilidade entre seus liderados, já que ele é atento aos detalhes da criação dos projetos organizacionais, conseguindo acompanhar a execução de forma mais observadora.

São pacientes e trabalham em ritmo mais constante, apresentando pontos de conservadorismo. Por ter uma ideologia assim, costumam não ser muito flexíveis à adoção de novos pensamentos que possam ajudar na improvisação, contornando possíveis problemas.

Assim, esse profissional tem dificuldade em sair da zona de conforto e providenciar ações imediatas. O planejamento bem-feito pode abrir portas e criar oportunidades, mas em alguns casos, o conservadorismo pode atrapalhar quando o processo apresentar falhas.

Analista

Como o próprio nome indica, esse perfil tem o dom de analisar as situações de maneira minuciosa e algumas de suas atividades poderiam ser consideradas estressantes aos demais. São extremamente detalhistas e organizados em suas tarefas, conseguindo controlar suas ações e sua rotina, ainda que sejam repetitivas.

Apresentam facilidade em avaliar e aperfeiçoar qualquer processo dentro de uma organização, se tornando ferramentas essenciais na conquista de bons resultados. No entanto, podem ter dificuldades com imprevistos. Precisam desenvolver a capacidade de correr alguns riscos e tomar decisões rápidas.

Executor

Quem gosta de colocar a “mão na massa”, deve ser autoconfiante e corajoso. Esse é o caso do executor, que tenta manter sempre as suas ideias alinhadas com as suas tarefas. Seu perfil é característico de liderança, já que gosta de estar à frente da equipe. Totalmente dominante, ele pode passar do ponto e se tornar autoritário e ditatorial em situações extremas.

Consegue se adaptar e encarar os desafios e dificuldades sem medo, tendo senso de competitividade, o que pode causar problemas de relacionamento com outros funcionários.

Dotados de uma personalidade forte, encaram os problemas de frente, defendendo sempre a sua postura e o seu ponto de vista. A principal dificuldade é conseguir fazer com que esse profissional aceite ideias que sejam diferentes das suas e alcançar equilíbrio emocional.

Como descobrir o meu perfil empresarial?

Muitos profissionais não sabem exatamente em qual grupo se enquadram. Mas entender o seu perfil vai ajudar a caminhar na direção certa para transformar os seu sonhos em carreira. Existem algumas técnicas que podem ajudá-lo a descobrir o perfil profissional no qual você se encaixa. As mais comuns são:

  • autoanálise feita durante execução de suas atividades profissionais: nesse caso, é necessário verificar e anotar as suas atitudes diante das atividades que são executadas em seu trabalho. Depois, você deve avaliar como foi o seu comportamento perante os processos requeridos.
  • ajuda de colegas para compartilharem as percepções que têm e observarem as suas características: algumas vezes, ter o ponto de visão de outra pessoa pode ajudar a identificar a nossa forma de trabalhar. Você pode associar a opinião de um colega com a sua e obter um resultado mais promissor. Essa forma de avaliação segue os mesmos passos da anterior, contudo, é possível observar aspectos que não seriam notados por você mesmo.
  • avaliação vocacional feita por psicólogos que apresentem os resultados: buscar apoio técnico talvez seja o jeito mais eficiente de compreender o seu perfil. Esses profissionais dispõe de ferramentas específicas que ajudam a traçar suas características e apresentar a sua identificação empresarial.

Essas foram algumas informações sobre o perfil de liderança em contraste com a personalidade do indivíduo. É interessante perceber que a empatia aumenta a capacidade de liderar, pois quando se dispõe a ouvir e se colocar no lugar do outro, melhora-se a capacidade de tomada de decisões.

Quer melhorar ainda mais seu processo de liderança? Então, conheça algumas técnicas de linguagem corporal para aprimorar a sua argumentação com a equipe.

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O que é empatia e qual sua importância no processo de liderança

Uma empresa pode ser a mais automatizada e possuir os melhores recursos do mercado, mas se sua ferramenta básica não for considerada, nada disso agrega valor a ela. Estamos falando de pessoas! As pessoas fazem toda a magia acontecer: o sucesso nos negócios e no desenvolvimento de projetos e o avanço de qualquer tipo de tecnologia.

Saber o que é empatia e exercê-la para lidar com o próximo é fundamental para que qualquer ação dê certo e, pensando nisso, trouxemos para você o significado de empatia, uma das características essenciais que um verdadeiro líder deve ter. Pronto para ser uma inspiração como líder? Confira!

O que é empatia

Empatia é a capacidade de entender emocionalmente outra pessoa. É conseguir se colocar no lugar dela e sentir o que ela poderia estar sentindo em determinada situação. É estar disposto e se permitir entrar em contato com uma sensação que não é sua.

Demonstramos empatia quando somos sensíveis a alguém e quando nos aproximamos da forma mais verdadeira possível, sem preconceitos ou julgamentos.

Dessa forma, é mais fácil tomar uma decisão adequada e coerente. O ser humano tem essa belíssima capacidade desenvolvida, e usá-la demonstra sabedoria e maturidade.

Empatia e a performance no trabalho

A empatia é uma habilidade que todo bom líder deve ter. Ela ajuda na boa comunicação com a equipe, o que melhora o desempenho de todos no trabalho, desde o colaborador responsável por simples atividades operacionais, até o gerente que desempenha as atribuições mais estratégicas.

Levar cada um desses membros do grupo em consideração, estar próximo deles e entender o que os motiva, quais são seus desejos, crenças e valores, faz com que todos trabalhem em sintonia.

A soma das partes acaba gerando um resultado melhor do que quando cada um trabalha individualmente, aumentando de forma considerável a produtividade. Lidar com uma equipe é lidar com a diversidade, e nos deparamos a todo momento com pessoas que têm idades, gostos e opiniões diferentes.

Isso não significa que uma ideia seja melhor do que outra: ao se colocar no lugar de cada um, analisando como ele chegou em determinado ponto, podemos ter grandes surpresas!

Comportar-se dessa forma é a melhor maneira de combater a nossa má tendência de pensar que todas as decisões que tomamos serão sempre as mais acertadas.

Como ter empatia

Seu colega de trabalho ficou muito chateado com a atitude de outro profissional e, por isso, seu rendimento caiu, e ele não se sente mais motivado. Se tivesse acontecido com você, você não ficaria triste, trataria o ocorrido de outra maneira, diferente do seu colega.

Para se conectar com ele, imagine uma situação na qual você ficou triste, como em uma discussão com alguém que você gosta muito. Essa é a tristeza que seu colega está sentindo; você é capaz de sentir o que ele sente. Agora tente interpretar a situação do ponto de vista dele.

Para melhor elucidar esse ponto, podemos falar de um caso mais extremo. Imagine uma situação de morte na família de um subordinado ou colega de trabalho que ocupe uma posição semelhante à sua. Quão sensível uma pessoa que tenha passado por isso não ficaria nas semanas e meses seguintes de trabalho?

Parece óbvio tratar disso, mas não é. Isso porque, em poucos dias, o seu colega que tenha enfrentado uma situação tão difícil já estará de volta ao trabalho. Também em poucos dias as pessoas não lembrarão dos últimos acontecimentos e já exigirão dele um desempenho de alguém que esteja em seus melhores dias.

Ter empatia em uma hora como essa significa adequar a demanda de trabalho de seu colega àquilo que ele tenha condições de entregar em termos de resultado. Caso a relação não seja a de patrão e empregado, corra por ele!

Dentro do possível, absorva algumas das atribuições de seu companheiro. Ele enxergará em você alguém com quem possa contar e, quando chegar o seu momento de fragilidade, ele saberá reconhecer o papel dele.

Coerência do líder empático

Mais do que se colocar no lugar do outro, ser uma liderança empática é prezar por coerência. Ou seja, o líder empático é aquele que lidera pelo exemplo. Podemos dizer que é impossível fazer outra pessoa acreditar que você se importa de verdade com o que se passa com ela caso o seu discurso esteja desassociado de suas ações.

Pensando nisso, se o momento em sua organização for de busca por alcançar grandes metas, seja você um exemplo em termos de produtividade. Faça mais pelo seu time do que ele faz por você. Não há jeito melhor de manter uma equipe engajada.

Ao mesmo tempo, é importante não exagerar na dose. Puxar a produtividade de sua equipe até a exaustão pode ser perigoso. Por isso, tente combinar momentos de grande estresse a uma recompensa. Isso não se traduz, necessariamente, em maior remuneração.

Em muitos casos, um ambiente saudável, sem mal-estar entre as pessoas, onde o colaborador se enxergue trabalhando por mais tempo, cumpre bem o papel do dinheiro. Chegar a isso sem ser coerente, atributo indissociável da empatia, é muito difícil!

Inteligência emocional

Inteligência emocional é a habilidade de ter sentimentos positivos, saudáveis e tranquilos. É saber lidar com adversidades da melhor maneira, usando sua empatia para manejar situações de conflito. Para isso, é necessário se conhecer, saber suas possibilidades e limites. Entender como você mesmo funciona permite estar em uma posição mais equilibrada.

Em termos práticos, a inteligência emocional é importante para lidar com as pressões do dia a dia. Quando temos uma meta desafiadora em nosso trabalho, por exemplo, tendemos a entrar em um fluxo de pensamento que nos diz a todo momento: “Você não vai conseguir! Você não conseguir! ” Quem nunca se viu em uma situação como essa?

O problema aumenta de tamanho quando esse sujeito do exemplo é um líder. Afinal, o que se espera de alguém que está à frente de um time é que ele saiba exatamente o que fazer, conduzindo bem o ‘barco’ até em momentos de tempestade.

Nesse sentido, uma liderança dotada de boa inteligência emocional sabe que dias ruins são passageiros. Ao mesmo tempo, esse líder concentrará seus esforços em mobilizar todos os recursos necessários para chegar aonde precisa, sem gastar tempo e energia, simplesmente pensando que não vai conseguir.

Aprender o que é empatia nos faz enxergar o mundo com outros olhos e, consequentemente, viver melhor em sociedade. Estimule sua equipe a desenvolver empatia, pois isso trará resultados para o grupo mais rápido do que você imagina!

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Steve Jobs

Apple de Steve Jobs ou Steve Jobs da Apple.  Todos nós já sabíamos que este dia não demoraria muito a chegar mas mesmo assim fomos pegos de surpresa.  Eu estava trabalhando no meu computador Mac – Pro assistindo o Jornal Nacional quando escutei a triste notícia da sua morte. Em seguida fui para o meu quarto onde estavam meu iphone e postei um comentário no twitter. Deitada na minha cama, peguei meu ipad para ver a repercussão da notícia no mundo.

É incrível como o Steve Jobs entrou em nossas vidas e nos encantou com sua mente brilhante e inquieta.  Presente na vida de muitos de nós, para não falar de praticamente todos nós. Eu entrei para o mundo Apple através do meu primeiro mp3 e nunca mais sai.  Repetindo as palavras de Barack Obama, “ele mudou a forma de vermos o mundo.”

Hoje, estava conversando com um médico amigo sobre o futuro dos nossos filhos. Ele me contou que estava jantando com sua família quando escutou a notícia. Seu filho  Rafael de 16 chorando perguntou ao seu pai: “quem vai ser meu ídolo agora?”  Assim como Rafael, muitos outros jovens foram influenciados por este líder e exemplo de determinação, comprometimento e paixão por aquilo que faz.

Temos aqui  um exemplo de um líder extraordinária que, com sua mente inovadora e um carisma imensurável,  construiu uma das marcas mais valiosas do mundo. Uma marcar construida no DNA do seu criador – inovação, perfeição, busca incansável pela excelência. Agora fica a pergunta no ar: O que será da Apple sem Steve? Ela continuará a existir mantendo-se fiel ao DNA do seu criador?

De acordo com suas próprias palavras: “Trocaria toda a minha tecnologia por uma tarde ao lado de Sócrates”. Encerro este breve texto  com uma frase do filósofo:

“Pois bem, é hora de ir: eu para morrer, e vós para viver. Quem de nós irá para o melhor é obscuro a todos, menos a Deus.”
“Ser o mais rico do cemitério não é o que mais importa para mim… Ir para a cama à noite e pensar que foi feito alguma coisa grande. Isso é o que mais importa para mim.”
Steve Jobs