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Ele não, mas e ela? Caso Anitta e a eleição 2018

“Diga quem você é, me diga
(…)
Tira a máscara que cobre o seu rosto
Se mostre e eu descubro se eu gosto
Do seu verdadeiro jeito de ser”

Quando falamos de marca, falamos exatamente disso: transparência.

Qual é a sua essência? Que valores defende? O público quer saber.

Em outro artigo que escrevi sobre a Anitta, também comentei sobre isso. Vamos relembrar alguns dados?

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Cada dia mais as discussões sobre inclusão e direitos está maior. A desigualdade de gênero no ambiente profissional, por exemplo, é algo que está sendo altamente debatido pelas mídias e pelo mercado. Cada dia mais as marcas são obrigadas a reconhecer e enxergar de fato as minorias. Uma marca que ignora e escolhe se manter calada sobre as minorias está suscetível a críticas e a boicote. As marcas sempre tiveram medo de se posicionar, mas hoje elas também têm medo de se manter em silêncio (e devem mesmo).

A verdade é que ninguém mais quer ser representado por uma marca que não olha de verdade para o seu público. Então se a marca prefere se manter calada por medo de perder vendas, isso pode gerar um feedback negativo enorme. Algumas marcas resolvem fazer uma inclusão artificial das minorias na tentativa de se comunicar com elas, só para dizer que não as ignorou ou que se posicionou, o que se torna um tiro no próprio pé.

Como diz a pesquisa da TrendWatching, as pessoas hoje buscam marcas que sejam transparentes para manterem um “relacionamento” verdadeiro. Digo isso porque ninguém quer conversar com uma marca que só interessa pelo seu público na hora de vender algo. Queremos que ela nos conheça, nos enxergue, nos represente e esteja conosco nas horas boas e ruins.

Mas por que estou dizendo isto tudo? Porque Anitta é uma marca.

Ela vende um produto que são as suas músicas e vende um serviço que é o entretenimento. E recentemente teve uma grande polêmica envolvendo sua imagem. Grande parte do seu público começou a cobrar um posicionamento dela, questionando seu papel social como figura pública, acerca do candidato Bolsonaro após ela seguir um perfil de uma amiga que abertamente declara seu apoio ao candidato. Ela, no entanto, diz que tem o direito de não se manifestar sobre política e que não gostaria de ter sua imagem atrelada às eleições.

A grande questão é: ela deveria ou não se posicionar?

Veja bem, a questão vai muito além do fato dela ter seguido um perfil que declara apoio ao candidato ou sobre seu direito ao voto secreto.

No trabalho de gestão de imagem e carreira, temos que lidar com muitas situações diferentes. Nós sabemos que em situações de crise de imagem, é necessário que se tome uma posição. Às vezes, se tem que escolher entre dar uma resposta ao público ou manter-se calado. Mas tudo tem um preço e você está suscetível a críticas nos dois casos. No entanto, uma escolha errada pode custar uma carreira. De verdade.

Aqui Anitta escolheu não se posicionar nem contra e nem a favor do candidato, dando apenas uma declaração rasa sobre o assunto. No entanto, além do candidato em questão ir contra tudo que a cantora já defendeu publicamente, ele já deu muitas declarações homofóbicas e o público LGBT+ é o que mais iria sofrer consequências ruins se ele for eleito.

O público LGBT+ é o que mais gera lucro para a música pop, é o que chamamos de Pink Money. Além disso, grande parte do público da Anitta é LGBT+. A cantora, inclusive, já foi coroada rainha na Parada LGBT+. Ela já declarou publicamente apoio à comunidade e em seus stories (um dos mais vistos no mundo) sempre grita “um beijo para as POCS” (gíria LGBT+). Anitta, portanto, tem um relacionamento de longa data com este público.

O grande questionamento do seu público é: não queremos ser representados por artistas que estão conosco apenas quando a situação é favorável. Então, Anitta, você está conosco nesta luta? O país está passando por um momento muito difícil e a comunidade LGBT+ pode perder seus direitos se este candidato for eleito. Esta luta por direitos já causou a morte de muita gente e pessoas são hostilizadas todos os dias por causa da homofobia. Se a cantora se diz feminista, a favor das minorias, contra desigualdade em todos os níveis e uma defensora dos direitos LGBT+, é óbvio que ela não poderia votar em um candidato que vai contra tudo isto que ela defende. Então, qual é o problema de Anitta ser uma representante destes direitos se ela sempre fez isso durante a sua carreira? Agora que a situação está desfavorável ela não quer se posicionar? Isto é o que está sendo questionado.

Como marca ela não pode representar artificialmente, entende? Se ela sobe ao palco e grita junto com o seu público LGBT+ palavras de luta a favor de seus direitos em um momento feliz, também deve defender esses direitos em momentos desfavoráveis. O efeito desse silêncio é muito pior, especialmente para um artista.

A questão não é se ela é direita ou esquerda, vai além da política. Estamos falando de valores e toda marca tem “missão, visão e valores”. A questão aqui é dizer “eu, como pessoa defensora das diferenças, vou contra os valores que esse candidato prega, então #elenão”. Mas falar isso abertamente e não nas entrelinhas. A conversa tem que ser direta e transparente. É isso que o público pede das marcas hoje em dia. Transparência é tudo e a cantora Anitta sempre foi citada como tendo um de seus pontos fortes a transparência.

Uma pessoa que sempre se posicionou, não pode abrir mão do seu papel social quando a situação aperta. Não estamos falando aqui de uma partida de futebol em que às vezes o jogador é hostilizado pelo seu desempenho na partida e, às vezes, é melhor ficar quieto para a poeira abaixar. Estamos falando de valores, transparência, relação direta com o público.

Então, só para finalizar. É importante sim se posicionar. Não digo sobre política, mas sobre quais valores você defende. E deixar claro para o seu público se você está com ele até o fim ou não. Porque se for uma relação artificial… aí sinto te dizer que esse amor é tipo aquele amor de verão, ele passa e mesmo que voltem a se encontrar, a relação não será mais a mesma.

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Gestão de carreira: saiba o que Cristiano Ronaldo pode nos ensinar

Quando pensamos em exemplos de gestão de carreira, um dos nomes que vem imediatamente à mente é o de Cristiano Ronaldo. Pois, para além dos resultados para lá de impressionantes em seu time, o Real Madrid, também existe toda uma dimensão pessoal que envolve atitude, resiliência, foco e cuidado com a imagem.

Vamos, portanto, analisar como o jogador lida com esses fatores e como podemos implantá-los em nossa carreira. Se interessou? Então, continue a leitura e aproveite!

Cuide da imagem

Esse é um aspecto que muitos negligenciam e não acham determinante, mas, a verdade é que uma imagem bem cuidada reforça a ideia de profissionalismo, disciplina e sucesso. No somatório pode fazer a diferença, além de evitar desgastes desnecessários.

Cristiano Ronaldo está sempre com boa aparência, nunca mostra extravagância ou relaxamento, não se envolve em polêmicas e nem é flagrado em situações degradantes. A ideia aqui é expressar a valorização a si mesmo e a seus colegas.

O cuidado consigo mesmo sugere a capacidade de cuidar de outros profissionais, clientes e negócios. Muitas vezes cometemos erros singelos que sabotam essa representação positiva. Uma boa imagem, por si só, pode gerar muitas oportunidades e é um fator decisivo na construção de uma marca pessoal.

Seja profissional

“Eu lembro da primeira vez que fui treinar com a equipe principal do Real Madrid. Fui duas horas antes para impressionar o treinador, mas quando cheguei lá o Cristiano Ronaldo já estava treinando” (Jesé Rodríguez).

Atitude é tudo: você já deve ter ouvido essa frase. Em última instância, e muito mais que opiniões, é ela que determina quem você é.

Antes de ser o melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo é um exemplo mesmo no comportamento mais básico. Chega cedo e sai tarde dos treinos, inspirando os mais jovens e criando uma liderança natural.

Além disso, não negligenciar a preparação faz com que não erre passes simples e nem cometa falhas bobas, o que colabora para os resultados positivos e gera admiração até por seus adversários. Portanto, uma atitude comprometida é um investimento.

Seja resiliente

Uma postura altiva e elegante, pode ser confundida facilmente com arrogância, não há como fugir da interpretação negativa de algumas pessoas.

“Tem gente que me odeia, que diz que sou arrogante, vaidoso, isso ou aquilo. É parte do meu êxito. Estou feito para ser o melhor. Se sou assim, se tudo o que consegui no futebol foi por ser assim, não se pode pedir que eu mude. Vou dormir todos os dias com a consciência tranquila”, disse o CR7 em entrevista.

O que determina se a atitude está correta é o resultado, é isso que vai se somar ao seu comportamento e conquistas e gerar uma carreira sólida, uma marca. Não se pode esperar agradar à todos, as críticas virão de qualquer jeito.

Tenha foco

Cristiano Ronaldo não conseguiria seus resultados impressionantes sem foco. Para além dos pontos que já vimos, relacionados à estrutura pessoal e manutenção da mesma, esse outro fator é o que gera resultados específicos.

Quando chegou em Lisboa, com 12 anos, era ridicularizado por seu sotaque (da Ilha da Madeira), pois seus colegas percebiam o talento excepcional e tentavam competir fora de campo dessa forma. Sem o objetivo claro de se estabelecer na temporada, de garantir sua vaga, teria desistido, como ele mesmo confessou ter cogitado em meio ao bullying que sofria. Era preciso mudar, se transformar em um profissional.

Da mesma forma, cada campeonato é único, cada partida é seu mundo naquele momento. O foco potencializa as forças em um só objetivo, aumentando a capacidade de conseguir um bom resultado e vencer aquela etapa.

Podemos concluir, então, que há um conjunto de fatores que trabalham juntos para o sucesso, e são atuantes em qualquer profissão. Uma imagem bem cuidada gera atração, magnetismo, e potencializa a confiança e credibilidade. Atitude proativa e determinada confirma essa primeira impressão e gera segurança.

Além disso, é preciso resiliência para não se deixar abater por quem se incomoda com sua competência e determinação. E, com foco total em cada etapa você aumenta muito a eficiência.

Se interessou? Então, que tal se aperfeiçoar nessas qualidades? Assine nossa newsletter e receba os novos artigos sobre gestão de carreira.

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Saiba como criar um novo produto aproveitando o seu conhecimento e sua história

A vida de empreendedor envolve vários desafios cotidianos como cuidar do negócio, estimular colaboradores, manter boas parcerias e colocar as finanças em dia. Em meio a toda essa correria o tempo e a criatividade necessária para pensar, desenvolver e criar um novo produto pode ficar de lado.

Se você tem considerado a possibilidade de investir em novas ideias e dar um rumo diferente para o que tem feito profissionalmente saiba que o seu propósito é justo e completamente possível.

Por meio de algumas dicas importantes que separamos para você neste post ficará mais fácil dar os primeiros passos em direção a um produto ou serviço inovador.

Confira!

1. Inovar envolve fracasso e aprendizado

Muitas vezes vemos reportagens enaltecendo o sucesso de figuras como Steve Jobs e Bill Gates ou mesmo grandes nomes da ciência como Albert Einstein.

A verdade é que por mais que essas pessoas tenham sido extremamente competentes em suas devidas áreas de atuação todas elas passaram por fases de tentativa e erro até encontrarem o caminho do sucesso.

Nem todas as ideias da Apple foram tão efetivas quanto o iPod ou quaisquer outros produtos amplamente aceitos hoje.

Aceite que inovar envolve riscos e procure aprender o máximo possível quando algo não sair da maneira como imaginava.

2. Conhecer a si mesmo e o produto desenvolvido é essencial

Uma forma de você evitar que sua inovação não traga uma dose de frustração maior que o esperado é saber o que quer criando um novo produto ou serviço e como ele seria.

Ao ter clareza sobre suas ideias fica muito mais fácil ter um bom direcionamento de como chegar onde quer. Isso também evitará que você desista nos primeiros obstáculos.

Muitas pessoas têm um sonho desde pequenas mas não dão vazão a isso. Quando elas entendem quem realmente são e o que vão fazer, se tornam capazes de conciliar satisfação pessoal com sucesso profissional.

Algumas perguntas que podem te ajudar nesse processo são:

  • quais são as minhas motivações pessoais?
  • de que forma isso ajudará as pessoas?
  • quanto tempo levaria para minha ideia ser realizada e ingressar no mercado?

Por meio de questionamentos como esse você traz suas ideias para a realidade e começa a ver com mais clareza como efetivar seu plano.

3. Pesquisar cases de sucesso é uma boa forma de salvar recursos

Outra boa maneira de se resguardar de frustrações desnecessárias e salvar recursos é pesquisar cases de sucesso na área em que você atua.

Inovação não tem necessariamente a ver com a criação de uma ideia completamente nova, até porque ninguém “reinventa a roda”, não é mesmo? Por isso, procure acompanhar quais os produtos e serviços mais têm se destacado em sua área e quais as tendências futuras para você ter mais clareza sobre como investir seus recursos sem desperdiçá-los.

Não se sinta menos criativo ao basear em ideias de outras pessoas, veja isso também como uma oportunidade para se conectar com seus pares e até mesmo fortalecer e amadurecer sua ideia junto aos demais.

4. Construir parcerias facilita a colocação de seu produto ou serviço no mercado

Seria impossível falarmos sobre a criação de um novo produto sem mencionar a necessidade de parcerias.

Avalie se sua ideia precisará da ajuda de investidores e de uma rede de distribuição, por exemplo. Pense também em como alcançar esses parceiros e qual a melhor forma de apresentar sua ideia a eles.

Pesquise suas possibilidades e planeje seus passos. Colocar um produto ou serviço no mercado de forma eficiente sempre exige boa dose de dedicação e capacidade em construir parcerias.

Se você gostou de aprender a como criar um novo produto, assine nossa newsletter. Sempre temos o melhor conteúdo para sua carreira empreendedora.

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Gestão de carreira de atletas: entenda por que ela é tão importante

Dentro do mundo dos negócios é comum ouvir sobre a importância do plano de carreira e quais são as habilidades que o mercado espera dos profissionais. Mas, esse pensamento pode e deve ser levado em consideração em qualquer profissão ou segmento — isso também vale para o mundo dos esportes.

No texto a seguir, explicaremos porque a gestão de carreira de atletas é tão necessária quanto a de um profissional corporativo. Se interessou pelo assunto? Então, continue a leitura e confira!

O que é gestão de carreira de atletas

Assim como acontece em qualquer profissão, a gestão de carreiras ajuda os profissionais em 3 pilares principais: profissional, pessoal/familiar e financeiro. Com a soma dessas três esferas e a definição de uma estratégia, o atleta consegue entender de forma clara onde se quer chegar e quais são as ferramentas necessárias para atingir o que ele idealiza.

Transferindo essa ideia para o ambiente esportivo, a gestão de carreira de atletas pode ser usada para desenhar uma possível trajetória profissional. Desde o início até o pós-carreira podem passar por esse planejamento, que é baseado nos objetivos de cada esportista e nas especificações de cada esporte.

Progressão da carreira esportiva

Partindo das metas que o próprio atleta define para a sua carreira, e com a ajuda de um profissional que possa orientar o esportista, fica mais fácil centralizar os esforços e a tomada de decisões profissionais a curto, médio e longo prazo.

Como exemplo, podemos pensar em um jogador de futebol que está começando a sua carreira em um clube pequeno e que quer vestir a camisa de grandes times brasileiros.

Nesse caso, uma gestão de carreira para esse atleta o ajudará a transformar o seu nome em uma marca própria, trabalhando a sua divulgação e posicionamento em busca de mais exposição profissional.

A imagem do atleta

Como explicado acima, boa parte do trabalho de gestão de carreira de atletas está diretamente ligada com a sua imagem e reputação. O nome de um esportista funciona de forma similar ao de uma marca, já que precisa ser trabalhado, divulgado e reconhecido para chamar a atenção do público.

Por isso, um plano de carreira também inclui um direcionamento de como se posicionar nas redes sociais, em entrevistas e dicas de comportamento para que a audiência sempre olhe para o atleta de forma positiva.

Mesmo sua imagem não afetando o desempenho profissional, ter uma má reputação pode impedir que o esportista ganhe patrocínios ou feche grandes contratos.

Com os esforços guiados para o que foi definido na gestão de carreira de atletas, as personalidades do mundo esportivo podem atingir seus objetivos de forma mais fácil e sem se perder pelo caminho.

Claro que cada jogador terá um plano de carreira diferente, pois eles são criados de forma única e personalizada, seguindo objetivos, perfis e características próprias.

Para garantir que a sua gestão de carreira esteja em boas mãos, conte com a ajuda de profissionais da área capacitados e com experiência no ramo. Se interessou e quer saber mais sobre esse assunto? Então, se inscreva em nossa newsletter e receba nossos conteúdos em primeira mão.

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Anitta e o “Xeque-mate” na carreira que todo mundo deseja

Sempre que falamos de gestão de imagem e carreira apontamos para 4 pontos importantes: estudo da essência da marca, identificação dos atributos, traçar a estratégia de posicionamento e planejar a comunicação. A questão é que por mais que algumas pessoas achem que gerir uma carreira é uma tarefa fácil, muitas outras se sentem perdidas e não conseguem nem identificar o diferencial da sua marca pessoal no mercado. E, mais ainda, encontram várias situações ao longo do caminho que podem se converter em crises irreversíveis como você pode ver no caso Biel e do Ryan Lotche. No entanto, há um caso em especial que nos mostra como a gestão correta da carreira deve ser feita: o caso Anitta.

Como ela mesma falou em seu instagram, ela é uma “mulher, jovem, transparente e favelada” e, se me permite fazer uma observação, é também a grande marca do Brasil. Digo marca porque seu sucesso ultrapassa o mercado fonográfico. A cantora se tornou um grande case de marketing e eu te explico o porquê.

Vamos começar desvendando os títulos que ela mesma se colocou: Anitta é uma mulher na liderança, pertencente a geração y e que começou a carreira sem nenhum privilégio. É importante tocar nestes pontos porque, sabendo-se que gerir uma carreira não é uma tarefa fácil, ela conseguiu mesmo com toda a desigualdade de gênero, a inconstância característica da geração y, começando a carreira na periferia do Rio de Janeiro e cantando um ritmo desvalorizado socialmente: o funk. Bem, e a transparência realmente é um dos seus grandes trunfos.

Duas coisas que os consumidores mais querem hoje em dia são: transparência e se sentirem representados pelas marcas. De acordo com a Meio & Mensagem, uma pesquisa divulgada em julho deste ano pelo Instituto Locomotiva revelou que “três de cada quatro brasileiros, cerca de 76%, afirmam que as propagandas deveriam representar melhor a diversidade da população brasileira”. Além disso, quando “o recorte é feito por grupos específicos, a pesquisa mostra que a percepção de não representatividade é maior para os negros”, o que nos mostra uma questão social.

Já uma pesquisa feita pela TrendWatching e divulgada pela Folha de São Paulo, mostrou que as marcas estão apostando em conceitos como empoderamento e transparência para superar a crise de confiança dos brasileiros e se adequar ao tempo das redes sociais.

A Anitta, então, se enquadra completamente no que as marcas estão buscando. Ela é um artista que sempre lutou pelas minorias e pelo empoderamento da mulher, e ainda tem características em sua marca pessoal que são imprescindíveis para que uma marca se torne top of mind, que é: a transparência, a autenticidade, a consistência de sua imagem, a relevância em meio ao seu público e ainda tem uma história por trás de seu sucesso. Com isso, pode-se entender o sucesso publicitário da cantora.

Além disso, a cantora sabe usar muito bem o marketing digital a seu favor! Começando pelas grandes parcerias, o co-branding, Anitta soube muito bem escolher os artistas com os quais compartilha hits de sucesso. A sua versatilidade a permitiu criar grandes parcerias nacionais e internacionais que dependeram de um planejamento de marketing muito bem traçado e que apostou muito no meio digital. Anitta lança primeiro suas novidades no Youtube, Spotify e demais serviços de streaming antes de lançar suas músicas e videoclipes na TV e nas rádios.

Seu recente projeto “Xeque-Mate” é um exemplo claro de estratégia de marketing bem traçada. Além da parceria com artistas internacionais, ela ainda fez parceria com a marca C&A, que se tornou responsável por todo o figurino de seus clipes, bailarinos e de sua recente apresentação no Prêmio Multishow.

E sabendo-se que o tráfego dedicado ao consumo de vídeos online vai chegar a 80% em 2019, Anitta percebeu que era importante criar uma estratégia que permitisse a ela ter uma frequência maior no canal. Com isso, surge a ideia de lançar um clipe por mês até o final de 2017.

Essa coisa de ouvir disco faz parte cada vez mais de um nicho específico, hoje em dia a tendência do mercado fonográfico é o lançamento de single associado ao videoclipe. Então, lançar um single por mês faz com que Anitta esteja presente várias vezes na playlist do seu consumidor e isto a leva a patamares altos nos serviços de streaming como o Top 100 Mundial do Spotify. Além disso, o videoclipe mantém a frequência que a Anitta precisa para o Youtube. Fora que, ao lançar um videoclipe, muitas outras pessoas começam a produzir conteúdo sobre o mesmo, mantendo ativa a comunicação da cantora com seu público.

Outro ponto importante é o uso das redes sociais. Anitta faz parte do Social 50 da Billboard americana, ocupando o 17º lugar em setembro, segundo o Portal Popline. E mais, o Instagram divulgou que Anitta é a maior produtora de Instagram Stories do mundo.

O projeto “Xeque-Mate” também ajudou seus números nas redes sociais, visto que ao espalhar peças de xadrez por várias cidades do Brasil antes de divulgar seu novo single do mês, a cantora ativou a comunicação em torno de sua marca. Como sendo também uma estratégia de marketing de guerrilha, ela se torna impossível de ser ignorada e provoca uma reação imediata em seu público. As pessoas começam a postar fotos nas redes sociais e a especular sobre seu novo single e videoclipe, gerando um awareness para seu novo projeto.

Além do co-branding e das estratégias no Youtube, de guerrilha e nas redes sociais, outro ponto importantíssimo usado pela Anitta são os influenciadores digitais. Como toda marca relevante sabe, é importante que o consumidor se sinta confiante a consumir seu produto / serviço e Anitta sabe que os influenciadores digitais geram confiança em seu público.

Igual as marcas, as pessoas influenciam o comportamento de compra dos seus consumidores. Se você não conseguir influenciar seu consumidor, pode ser que outro consiga. Então, além da própria influência que ela mantém sobre seu público, ela conta com outros influenciadores que podem gerar um buzz ao redor de seu projeto e influenciar mais pessoas a consumirem seu conteúdo. Marketing de influência é realmente uma tendência que não pode ser ignorada.

Como você pode ver no nosso infográfico de marketing digital para personal branding, a confiança é uma mercadoria que os consumidores estão começando a exigir das marcas com quem interagem e isto não é mais só uma questão de clientes que fazem críticas sobre marcas, mas uma questão das próprias personalidades que estão relacionadas com as marcas e, com isso, estão sujeitas a uma avaliação ou reputação.

A grande questão é que Anitta sabe onde quer chegar, está atenta às tendências do mercado e não perde seu tempo gerindo sua carreira ao redor de sua vida pessoal. Ela sabe que ter uma imagem positiva é um fator decisivo para evitar crises em sua carreira e seguir as tendências do mercado é imprescindível. Criar parcerias é importante, mas é preciso que esta parceria esteja de acordo com o que você propõe a dar ao seu público e como você deseja trilhar a sua carreira. Anitta é um grande case de sucesso que devemos estar atentos, parabenizar e levar como lição para a gestão da nossa imagem e carreira.

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4 dicas para transformar um sonho em carreira profissional

Sonhar é uma das capacidades cognitivas mais poderosas do ser humano. Ainda mais quando estamos acordados. Todos nós temos nossos desejos e expectativas sobre a vida e, principalmente, sobre a carreira que vamos seguir. E nunca é tarde para pensar em transformar um sonho em carreira profissional.

Mas antes de jogar tudo para o alto e investir em uma nova área de atuação, é importante estabelecer alguns passos que são essenciais para que você construa um caminho seguro e que esteja muito ciente de suas escolhas ao longo do processo de transição.

A seguir, damos algumas dicas para que você caminhe em direção ao seu sonho.

1. Reflita sobre o que mais gosta de fazer no seu tempo livre

Às vezes, acabamos investindo tanto em um hobby que ele começa a ficar sério e passa a se tornar a nossa fonte de renda. O que você gosta de fazer em seu tempo livre? Gosta de pesquisar sobre moda? Praticar esportes? Cozinhar? É conhecido por ter um talento muito diferente da área em que trabalha?

Agora, se imagine trabalhando com o que gosta de fazer em seu tempo livre. Você se sente bem com a ideia? Então, já sabe o que realmente gostaria de fazer em sua vida profissional.

2. Faça um planejamento para transformar um sonho em carreira

O próximo passo é se planejar de forma muito objetiva. Coloque no papel tudo o que é necessário para começar a mudança.

Seja muito preciso quanto ao planejamento, estabelecendo metas e datas para colocar ações em prática, mas seja também realista consigo mesmo.

Por exemplo, se está pensando em ser atleta, converse com um especialista para saber em quanto tempo será possível competir. Se quiser ser um chef de cozinha, será preciso realizar algum curso na área, certo? Quando conseguirá fazê-lo? É preciso fazer algum estágio para se aperfeiçoar na área?

Mantenha o seu planejamento sempre à mão para checar as datas e reajustar prazos, caso seja necessário.

3. Esteja preparado para lidar com as questões financeiras

Não tem jeito de evitar as questões financeiras. Se há a intenção de realizar uma transição entre uma carreira e outra, você deve estar ciente de que está deixando uma situação estável para se aventurar em outra área.

Portanto, considere isso em seu planejamento. De quanto tempo precisa para deixar o atual emprego, começar a nova atividade e ser bem sucedido nela?

Sair de uma hora para a outra do trabalho pode ser um risco, considerando que você vai começar um negócio e vai precisar investir nele. Planeje-se, faça economias e assegure-se de que conseguirá se manter e manter o seu sonho, enquanto ele não decola.

4. Esteja disposto a aprender

Por mais que você leve muito à sério o seu sonho e tenha se dedicado a ele durante a vida inteira, lembre-se de que é preciso ter humildade e admitir a necessidade de aprender mais sobre o assunto.

Procure conhecer a área, o mercado e realizar cursos que o ajudem a entender melhor a carreira que pretende seguir. Esse é o momento que definirá o modo como seu sonho vai se transformar em realidade e como você vai construir a sua marca pessoal. Mantenha-se bem consciente do novo caminho que está seguindo.

Toda mudança costuma parecer assustadora, já que você vai sair de uma posição que conhece e com a qual está acostumado para outra completamente nova. É isso que acontece quando você deseja transformar um sonho em carreira.

E quem também passa por isso são os atletas que estão em fase de aposentadoria. Confira nosso post para saber mais sobre esse processo de transição.

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Como saber o momento certo para uma mudança de rumo na carreira

Tomar um novo caminho não é uma decisão fácil. E quando falamos em mudança na carreira, a insegurança se torna ainda mais delicada e amedrontadora.

Mas é inevitável controlar os pensamentos quando eles já se instauraram em nossa mente, exigindo uma atitude a respeito. Será que há um momento certo para virar a chave e sair do lugar onde estamos?

Se você está vivendo um momento profissional que precisa de uma oxigenação e quer se tornar uma pessoa marcante positivamente, vamos ajudá-lo a identificar a hora certa para uma mudança, decifrando seus sinais. Acompanhe!

Inconformismo constante

Primeiro, em uma análise bem honesta de si e de seus planos, tente entender o que motiva os seus pensamentos sobre mudança. Por mais que as pessoas e as circunstâncias ao seu redor estejam em transformação — a situação econômica do país é um exemplo —, a mudança deve ser motivada por seus próprios interesses.

Se você se sente inconformado por motivos efêmeros, é mais indicado esperar um tempo para que estas ideias tomem forma e se fortaleçam mais. Jamais tome decisões precoces ou por um impulso emocional. Um novo projeto envolve custos, envolve dedicação de tempo, esforço e foco que poderiam ser investidos para melhorar a sua situação atual. Pense nisso!

Porém, se seus pensamentos já duram a algum tempo, trazendo incômodo e insatisfação, considere apressar esse voo e busque novos ares. Você pode entender melhor os estágios do conformismo neste artigo.

Motivações desalinhadas

Já se tornou grisalha a regra de que uma carreira precisa visar somente os ganhos financeiros, ignorando outros pontos que são essenciais na vida do ser humano. Vivemos uma era onde as pessoas buscam o alinhamento dos seus valores pessoais e sociais com os profissionais.

Por mais lucrativa que seja, uma carreira não pode suprimir os interesses de quem a assume. Inconformismo com o propósito é um sinal que ele tem um peso importante nessa jornada de descoberta. Converse com pessoas próximas a você, entenda seu papel social e o quanto as causas em que acredita se parecem com a missão da profissão que exerce.

Potencial desprezado

Nada mais desmotivador do que se sentir inútil onde está. Muitos profissionais se encontram em uma situação de submissão exagerada, onde se tornam passivos de tudo, sem poder de decisão e mudança.

Esse estado é um alerta e pode indicar a necessidade de ruptura para um outro caminho. Muitas vezes, assumimos o negócio da família ou de amigos e nos esquecemos de que estamos sonhando os sonhos deles, enquanto os nossos ficam em stand by.

Suas qualidades, sua visão e ideias devem ser valorizadas onde quer que esteja. No trabalho, não deve ser diferente. Por mais que você busque alternativas, exercendo suas influências em outros meios, essa lacuna sempre ficará aberta, esperando solução.

Não seja cruel consigo mesmo, ignorando esses sinais que apresentamos. Se você ainda não sabe o quão incomodado está, procure ajuda de um profissional, como um coaching de carreira para entender os níveis de insatisfação e ajudá-lo a tomar novos rumos de forma inteligente e segura.

Nosso conteúdo ajudou a clarear as suas ideias? Entenda que pensar em uma mudança na carreira é algo comum à maioria dos profissionais, e por ser delicado e exigir mudanças bruscas, é preciso cuidado e parcimônia.

Queremos ajudá-lo ainda mais. Conheça algumas estratégias de autodesenvolvimento pessoal que o ajudarão a acelerar seus passos na evolução e amadurecimento da carreira profissional. Não deixe de acessar esse conteúdo!

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Autodesenvolvimento pessoal: entenda a importância de trabalhá-lo

Como está a sua atualização profissional? E sua satisfação com a carreira? Você considera que sua atual posição na empresa valoriza os seus pontos fortes e estimula seu aperfeiçoamento constantemente? O caminho para todas essas respostas é o autodesenvolvimento pessoal, e você não deve perdê-lo de vista.

É por meio das melhorias constantes — tanto no âmbito pessoal quanto no profissional — que você vai chegar mais longe. Existem muitas formas de aperfeiçoar suas habilidades com vistas a se tornar um melhor profissional, e você provavelmente conhece a maioria delas. Então, que tal colocá-las em prática? Neste post vamos guiar você nessa trajetória! Confira!

Em primeiro lugar, faça uma boa autoavaliação

Você é feliz onde está? A posição que ocupa atualmente permite que você exerça os seus principais talentos, dá espaço para o seu crescimento e, sobretudo, traz satisfação pessoal? Faça uma boa autoavaliação para conseguir responder a todas essas perguntas.

Na correria do dia a dia, muitas vezes deixamos reflexões como essas de lado. Assim fica fácil entrar no piloto automático, esquecer dos próprios objetivos e passar anos se dedicando a algo infrutífero.

O autodesenvolvimento pessoal pressupõe que você saiba onde quer chegar, tanto profissionalmente quanto pessoalmente. Para isso você deve se conhecer e ter claros os seus objetivos.

Procure bons cursos, palestras e leituras

A primeira coisa que vem em mente em matéria de autodesenvolvimento é o estudo, e isso faz todo sentido! É por meio do aprendizado que você consegue ir mais longe, aprendendo novas habilidades, ganhando confiança em novas tarefas, abrindo sua mente e fazendo contatos.

Mas qualquer curso vai ajudar? É preciso ter cautela na escolha. Hoje em dia nos deparamos com uma infinita variedade de cursos disponíveis, sobre todas as áreas e nos mais diversos níveis de qualificação. Ao escolher um, busque muitas referências, converse com os professores e com ex-alunos daquele curso, pesquise a colocação desses profissionais e o status da instituição em questão. Dessa forma você vai saber se o curso será efetivo para você.

O mesmo vale para demais atividades de formação: palestras, leituras de periódicos e livros. Busque o que há de melhor na sua área sempre!

Peça e ofereça feedback

Converse com as pessoas que estão ao seu redor para saber como você pode melhorar no relacionamento com elas. Com o seu chefe, por exemplo, você pode obter poderosos feedbacks, que vão nortear qualquer ação com vistas à sua melhoria profissional.

Já com os seus amigos e com sua família você saberá como está sua capacidade de se relacionar, de compreender, de ter paciência e de tratar os outros com cordialidade, por exemplo. Atente-se a tudo isso e procure melhorar naquilo que for necessário.

Por que isso é importante? Porque o relacionamento interpessoal é uma das grandes forças incentivadoras de autodesenvolvimento pessoal. Por meio da resposta e das reações daqueles que convivem com você é possível entender melhor as suas próprias ações.

Planeje e vá atrás dos seus objetivos

Ter metas é positivo para o seu progresso. Pense objetivamente: seu sonho é ter uma experiência no exterior? Então avalie tudo o que for necessário em nome disso. Você precisará aprender um idioma estrangeiro, conhecer a cultura do país desejado, acumular experiência na área, destacar seu currículo entre os demais, procurar moradia, entre outras diversas medidas. O que você deve fazer hoje para concretizar tais planos?

Qual é o caminho natural para conquistar a sua meta? O autoaperfeiçoamento. Então defina suas prioridades em curto e longo prazo e coloque em prática tudo o que for necessário para isso.

Aproveite essas dicas e mantenha-se sempre em dia com o seu autodesenvolvimento pessoal! Que tal ficar por dentro da importância do marketing de relacionamento para melhorar sua imagem? Confira este post e saiba mais sobre o assunto!

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Transição de carreira: como preparar atletas para aposentadoria?

Ser atleta profissional é um grande projeto de vida. Apesar de todas as dificuldades e superações necessárias, a determinação para alcançar as vitórias fazem valer a pena o caminho árduo em busca deste sonho.

Recentemente, acompanhando os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, pudemos perceber como muitas vezes toda a dedicação se resume a alguns minutos de uma prova, um momento único.

Comemoradas as conquistas ou superadas as frustrações, outro passo importante nesse caminho é saber lidar com a transição de carreira, já que a vida profissional de um atleta é, geralmente, mais curta do que na maioria das outras carreiras. Se você ou algum conhecido está passando por esse momento, leia as nossas dicas a seguir.

O que é e como fazer a transição de carreira

Principalmente depois de competições importantes, os atletas podem começar a se questionar sobre a aposentadoria, antes de começarem um novo ciclo de treinamentos. Lidar com as dificuldades, repensar os objetivos e a vida dedicada àquele esporte pode trazer muitas angústias e dúvidas.

A transição de carreira se trata dessa fase, em que um atleta profissional tem que redirecionar sua carreira buscando outras atividades, dentro ou fora do mundo esportivo. Mesmo que não haja razões como alguma lesão, problema de saúde ou idade já avançada, é um momento crucial que nem sempre o profissional está apto para enfrentar.

Por isso, preparar-se com certa antecedência e vislumbrar outras oportunidades é fundamental. O ideal, inclusive, é que essa seja uma preocupação ainda no início da carreira para que se possa passar por essa etapa tranquilamente, explorando outras habilidades, identificando novas áreas de interesse, encontrando situações em que a experiência adquirida seja válida. Aliar o autoconhecimento e uma boa gestão de carreira é uma dica valiosa!

Entender que esse momento vai chegar e que há outros caminhos a serem seguidos é essencial para que não gere problemas como depressão, síndrome do pânico, alcoolismo e o mais recorrente, a falência.

Como se preparar psicologicamente e financeiramente

Encerrar um ciclo de trabalho pode ser bastante impactante, tanto emocionalmente como financeiramente. Se o atleta não se sentir preparado para fazer isso sozinho, deve procurar ajuda de profissionais capacitados para não se perder ou, até mesmo, adoecer ou ir à falência.

Saber administrar esse momento, manter uma imagem positiva e buscar novas oportunidades pode fazer toda a diferença. Um ex-atleta não precisa necessariamente ficar preso a esse ramo, como comentarista, treinador, palestrante, etc. Mas saber trabalhar sua marca pessoal pode ser decisivo para o seu novo negócio.

A redução drástica de renda também deve ser uma preocupação. Investir em outros mercados ou reservar algumas economias podem ser a salvação até que a transição de carreira gere outras fontes para suprir esse desnível. Portanto, é preciso estar ciente dessa possibilidade mesmo que a idade de aposentadoria não esteja próxima, já que imprevistos infelizmente podem acontecer a qualquer hora.

Tão importante quanto preparar-se financeiramente, o lado psicológico deve ser trabalhado para enfrentar essa nova fase de vida de maneira estruturada e consciente.

No Brasil, é comum que muitos atletas não tenham outra formação profissional, um curso superior ou mesmo básico de educação. Os anos de dedicação ao esporte, viajando, treinando exaustivamente e, às vezes, até morando em outro país, dificultam esse processo. Contudo, não é uma tarefa impossível e o ensino a distância tem sido um boa solução para os atletas desenvolverem outras habilidades, mesmo com uma rotina atarefada.

Ter em mente um planejamento e preocupar-se com isso desde o início da carreira pode ser a melhor coisa a se fazer para uma transição de carreira saudável e tranquila. Você concorda? Deixe seu comentário se ainda tem alguma dica para esse momento determinante da vida.

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Reposicionamento de carreira: quando aproveitar uma boa oportunidade?

Estabelecer-se em um ramo profissional não é tarefa simples. Menos ainda quando já se tem experiência em uma determinada área e a opção é pela busca de novos horizontes.

O reposicionamento profissional é uma prática comum para muitas pessoas que buscam trilhar suas próprias trajetórias depois de anos dando suporte a projetos empresariais ou familiares.

Para realizar esse movimento com segurança e sucesso, é fundamental ter atenção a alguns fatores determinantes para o reposicionamento de carreira, especialmente quando ele é praticado por alguém que obteve destaque em uma determinada atividade e busca posicionamento profissional com conhecimentos acumulados.

Confira algumas dicas para realizar o reposicionamento de carreira.

Conheça a si mesmo

Definir um novo caminho é uma decisão importante não apenas para a sua carreira, mas também para a sua vida. O reposicionamento profissional requer que, em primeiro lugar, você conheça a si mesmo. Tenha em mente suas virtudes e suas fragilidades, especialmente com a bagagem adquirida.

Descubra seu caminho

É muito comum que um profissional com carreira sólida em uma determinada área queira buscar novos desafios, mas sem ter certeza sobre o mercado ideal. É uma decisão importante e que precisa ser bem calculada, levando em consideração as pretensões profissionais, habilidades e a inserção desse perfil dentro do que o mercado pede.

Mantenha-se atualizado

Mesmo que você esteja buscando um ramo profissional com bastante similaridade com a sua trajetória profissional anterior, lembre-se que qualquer mudança requer a busca por novos conhecimentos. É fundamental que você estude sobre os conceitos que passarão a ser necessários sem esquecer de estar em forma na área em que você sempre atuou.

Cuide da marca pessoal

Para quem busca iniciar uma trajetória em uma carreira autônoma — de consultoria em uma área em que tenha domínio e experiência profissional, por exemplo —, é fundamental cultivar uma eficiente e coerente marca pessoal. Destacar-se como um especialista em determinado assunto é uma tarefa que requer trabalho qualificado e pode dar muito resultado no reposicionamento de carreira.

Valorize a comunicação

Estabelecer-se em uma nova área, ainda que a sua experiência profissional te credencie a isso, é uma tarefa árdua e você precisa valer-se das ferramentas que estiverem ao seu alcance. Comunicar-se com seus clientes em potencial e se estabelecer como autoridade em um assunto são metas que podem ser atingidas através de um blog ou mesmo de um uso adequado das redes sociais.

Apresente-se bem

Quando buscamos o reposicionamento de carreira, precisamos vender nossos serviços novamente, buscar um espaço que ainda não está conquistado. Por isso, é fundamental desenvolver uma boa apresentação de si mesmo e de seu potencial profissional em um novo ramo. Técnicas de linguagem corporal podem ser uma ótima pedida.

O reposicionamento de carreira é uma ótima oportunidade na busca por novos desafios. Sua aplicação, no entanto, requer um ótimo planejamento, atento a vários detalhes que envolvem uma análise do seu perfil e dos objetivos que você pretende alcançar. Não prestar a atenção a esses aspectos pode fazer um profissional cometer os erros mais comuns do planejamento de carreira.

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