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Trabalhe como autônomo e seja feliz

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Aqui se faz, aqui se cobra – Saber precificar o seu trabalho é indispensável para ser freelancer. Um bom começo é pesquisar o mercado, sondar o público e a concorrência, consultar colegas e mentores. Com o tempo, você montará a sua própria tabela de preços. Mas é importante ter atenção a um erro comum: basear a precificação em quanto você gasta para fazer cada serviço ou no quanto precisa para viver. Segundo a consultora financeira Denise Damiani, o valor do seu trabalho deve ser estabelecido somente a partir da percepção de valor do que você entrega. Ela recomenda um método para chegar a essa resposta: descrever o serviço de maneira detalhada, incluindo o que você faz e sua qualificação. Depois, perguntar a 20 pessoas sobre o quanto elas pagariam por ele, ainda que não estejam interessadas em contratá-lo agora. O quanto você deve cobrar, segundo Denise, é uma média dos valores intermediários, depois de excluídos os números mais baixo e mais alto da sondagem. Em tempos de pandemia, vale mais uma observação: baratear desproporcionalmente os serviços para atrair a clientela pode parecer atraente para tapar buracos no começo, mas no longo prazo não é uma boa ideia. Segundo Alan Soares, criador da página de organização financeira Boletinhos, praticar preços muito baixos é ruim em dois sentidos. “Tanto para a pessoa como para o mercado como um todo. Quanto mais pessoas fazem isso, mais se acha normal pagar muito pouco por um serviço que seria mais caro. Precisa ter um equilíbrio nos preços praticados, e não desmerecer o próprio trabalho”, explica. Inclusive para não ter problemas na retomada de preços originais quando o cenário melhorar.

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Cuide do seu tempo – Horários regrados para evitar a procrastinação e uma lista de tarefas elencadas por prioridades vão melhorar sua produtividade e impedir que você caia na armadilha de sair do trabalho sem que ele saia de você. O empresário britânico Richard Branson, fundador do grupo Virgin, por exemplo, tem o hábito de fazer listas para cada dia. Elas têm afazeres, mas também novas ideias para os negócios. E as tarefas objetivas depois são compartilhadas em ferramentas como o Wrike, para facilitar a distribuição do trabalho para sua equipe. Gadgets, aliás, são muito bem-vindos na vida de freelancer: existem aplicativos para administrar o tempo, como Toggl, o Rescue Time e o aplicador online da técnica pomodoroEvernoteWunderlist e Trello são ferramentas que podem te ajudar a gerenciar suas tarefas. O mesmo vale para o Asana, caso você precise gerir uma equipe remotamente (aliás, pensar em distribuir o trabalho, como freelancer, pode ser um bom jeito de dar conta do recado). A gestão da vida pode ser parecida com a de uma empresa, embora haja uma magia específica no trabalho autônomo: se organizar direitinho, todo mundo faz uma pausa de qualidade durante a tarde.

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Invista na sua reputação – Ela já existe, inevitavelmente: está relacionada à percepção das pessoas sobre você. O primeiro passo para cuidar da sua marca, segundo Patricia Dalpra, estrategista em personal branding e carreira, é mapear seus talentos e habilidades, pensar em como você se vê e como gostaria de ser visto. É importante investigar que reputação tem nos meios em que circula – ajuda perguntar a colegas e a pessoas próximas. Estudar a concorrência e o público-alvo também é essencial na hora de trabalhar a própria marca. “Com conhecimento de mercado, temos condições de oferecer algo mais customizado e direcionado ao cliente. E ele não se importará em pagar mais pelo que está adquirindo se a sua marca representar um valor agregado ao produto”, explica Patricia. Também não basta, segundo ela, ter uma marca estudada e bem posicionada se o mercado não a conhece: a comunicação é um elemento determinante dentro do processo de gestão de marca e carreira. “Gerar conteúdo é uma excelente estratégia quando o objetivo é criar reputação na rede”, afirma, ainda mais agora, quando, via de regra, os encontros são remotos — uma parte deles também deve permanecer assim após a pandemia. Linkedin é uma ótima plataforma para isso, e também vale investir em estratégias para as demais redes sociais, como Instagram, Pinterest e Facebook. Mas isso só funciona se seu público estiver nelas: antes de produzir conteúdo, entenda por quais redes navegam as pessoas que buscam seus serviços.

Confira a matéria completa aqui.

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Como descobrir qual o valor do meu trabalho e como cobrar por ele?

Uma das preocupações de quem presta serviço de forma autônoma, categoria em alta no Brasil, diz respeito ao valor do trabalho e como cobrar por ele. Você se identifica com essa questão? Então continue aqui com a gente, pois este post vai lhe ajudar!

Primeiro, para colocar um preço na sua hora trabalhada é preciso levar em consideração diversos fatores e ter um planejamento que envolva o início, o meio e o fim do projeto. Fazer isso evita que o processo sofra alterações que possam causar prejuízos.

Antes de fechar o acordo, deixe bem clara a sua proposta para que não restem dúvidas. Assim, você mantém uma boa imagem profissional e seus clientes saberão como é o seu trabalho.

Confira abaixo as nossas recomendações e descubra como cobrar por suas horas!

Qual o valor do trabalho prestado?

Se você não sabe quanto cobrar pelos seus serviços, então é melhor começar a fazer seus cálculos. Você pode calcular com base no seu último salário — isso se o tipo de função for, ao menos, parecido.

Calma, não é nada complicado! Basta pegar o valor e dividir pelas horas que você levou para executar suas tarefas. Por exemplo: salário fixo dividido por dias trabalhados, e depois por oito horas.

Assim que descobrir o preço exato, faça a lista de recursos utilizados. Você precisa de internet, material de produção, ajuda de um colaborador ou qualquer outro custo? Coloque tudo isso no papel e inclua no valor que você cobrará ao cliente, pois todos os itens e gastos devem ser reembolsados.

O que devo fazer para evitar problemas?

Como prometido, vamos às recomendações para que você não esquente a cabeça com a sua clientela:

Calcule seus custos e tempo de trabalho

Calcular os custos do seu trabalho pode parecer um “bicho de sete cabeças”, mas está longe de ser algo assustador assim. Para fazer isso, você deve analisar tudo o que gasta com o seu produto ou serviço. É importante levar em consideração matéria-prima, impostos, gasto com energia, água, combustível e tudo o que estiver relacionado com o seu trabalho.

O tempo que você gasta para produzir e levar o produto até seu cliente também deve entrar na conta. Se você é prestador de serviço, então o tempo de pesquisa, deslocamento e trabalho também fazem parte das despesas a serem calculadas.

Você deve observar cada detalhe para que sua marca pessoal tenha a valorização ideal.

Observe a concorrência

Avaliar a concorrência é sempre importante em qualquer etapa do negócio, incluindo na hora de precificar o seu valor.

É interessante observar como os concorrentes agem no mercado e seguir a tendência para que você seja visto, especialmente se ainda não tiver um diferencial competitivo.

Assim que começar a aumentar a sua carteira de clientes e a deixar seus produtos ou serviços mais conhecidos, poderá reajustar o preço para elevar a sua rentabilidade.

Avalie o seu público

Você deve ter em mente a rentabilidade do seu público-alvo e entender o quanto ele está disposto a pagar pelo seu trabalho. Faça pesquisa de mercado e veja a situação econômica atual, levando em consideração as escolhas dos seus possíveis consumidores.

Você deve conhecê-los mais a fundo. Verifique suas reais necessidades e desejos para oferecer aquilo que realmente os satisfaça.

Ao seguir essas dicas simples, dá para calcular facilmente o valor do trabalho e você pode ter o sucesso que deseja. Basta ficar de olho na valorização de sua profissão no mercado e cobrar o preço que se enquadra no seu negócio para ganhar diferencial competitivo.

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