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As redes sociais são inevitáveis nos dias de hoje, mas saber usá-las é um diferencial, especialmente, para quem trabalha representando empresas e marcas. Oficialmente, não existem estatísticas isolando apenas as demissões por justa causa causadas por exposição em redes. No entanto, recentemente, a Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro manteve a demissão por justa causa de um vigia que fez uma transmissão ao vivo, expondo a empresa, durante o expediente.
A especialista em Branding, Personal Branding, Reputação, Carreira e Comunicação, Patrícia Dalpra, acredita que uma postagem, mesmo em rede social privada, pode custar o emprego e, por isso, ela faz um alerta.
“É preciso observar três pontos básicos antes de postar um conteúdo nas redes sociais: a intenção, a percepção que as pessoas vão ter e o impacto que pode gerar”, explica Patrícia, que também é membro do Conselho Winning Women, da empresa EY.
Pessoas públicas ou não querem expressar seu ponto de vista e se posicionar perante diversos temas, além de compartilhar com amigos e seguidores momentos de lazer. Mas, se você representa uma marca ou empresa, é preciso analisar o contexto antes de postar para evitar advertências e, até mesmo, demissão por justa causa.
“Fazer uma prevenção de crise de imagem é tentar enxergar e antecipar todos os fatores que podem desencadear uma crise reputacional. Porque, por mais que tenhamos conhecimento de como funciona a internet, não podemos garantir como a mensagem será assimilada pelo público, sejam eles seguidores, amigos, chefes ou colegas de trabalho”, diz a especialista.
Patrícia fala ainda sobre o desafio de separar a vida pública-profissional e pessoal-privada nas redes sociais.
“Não existe nada que seja privado quando se está no mundo digital e a imagem e reputação são a junção de tudo aquilo que fala sobre você em todos os meios e ambientes”, enfatiza.
Por outro lado, cabe à empresa, segundo Patrícia, adotar uma política clara de comportamento nas redes sociais para se resguardar.
“É importante que a empresa se previna e deixe claro as normas internas. A liberdade da pessoa de poder fazer o que quiser dentro da sua rede privada vai até um determinado ponto. Ela não pode, por exemplo, atacar a honra do local em que ela trabalha e violar os sigilos, além de fazer críticas a empresas pelas quais passou ou aparecer publicamente com produtos da concorrência. Parece óbvio, mas nunca é demais ressaltar que, antes de mais nada, é preciso bom senso”, fala Patrícia.







