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Saúde Mental no esporte leva o Ouro: caso Simone Biles e a vulnerabilidade do atleta

Café da manhã, treino, academia, almoço, treino da tarde, fisioterapia, jantar, cama e no dia seguinte tudo de novo. A vida de um atleta é intensa, o tempo dedicado ao esporte passam de 8 horas diárias e a rotina fisicamente sacrificante é um pré-requisito para qualquer um que queira competir em alto nível. A tecnologia vem ajudando o esporte a chegar num nível nunca antes visto, inúmeros recordes sendo batidos, atletas na melhor forma física de todos os tempos,  técnicos usando números; dados e estatísticas para planejar o treinamento perfeito e fazer com que atletas cheguem nas competições preparados para tudo. Mas, por que então uma atleta como Simone Biles, que tem a melhor estrutura para treinos no mundo, chega na maior competição como favorita e desiste de competir? Isso nos mostra que, sim, nós precisamos falar sobre saúde mental no esporte e a vulnerabilidade do atleta!

Essa questão da saúde mental é um tema que vem ganhando visibilidade nos últimos anos e, por mais impactante que seja ver uma atleta no naipe da Simone Biles passar por isso, muitos outros atletas já passaram, estão passando ou vão passar por problemas de saúde mental. Michael Phelps afirma ter tentado suicídio logo após as olimpíadas de 2012, a tenista Naomi Osaka também decidiu se colocar em primeiro lugar e ficou fora de dois torneios importantes na última temporada de tênis.

As questões mentais são tão importantes quanto as físicas. A única diferença é que uma lesão, por exemplo, você consegue ver através de um exame de raio-x. Problemas psicológicos são mais difíceis de perceber. Torcedores e, muitas vezes, técnicos não têm a dimensão dos problemas de saúde mental que os atletas estão passando, mas quem sofre sente muito e, na maioria das vezes, sente calado.

Simone Biles carrega o peso que tantos outros atletas têm que lidar: o peso de ser perfeito. A sociedade criou uma imagem de que os esportistas profissionais têm que ser o exemplo de perfeição e, se não cumprirem a expectativa quanto à performance, são vistos como amarelões, pipoqueiros ou fracos. Eles são quase super heróis e devem colocar suas vidas de lado para servir ao esporte e ao torcedor. E é aí que mora o problema porque o atleta é um ser humano que pensa, sente, tem dor e tem medo. Ele não pode ser essa figura perfeita pra tudo, ele tem outras facetas que são tão importantes ou mais.

A derrota dói e algumas vezes dói até mais que uma lesão. Os atletas precisam ser acolhidos, então é preciso aprender a acolher atletas que estão passando por problemas de saúde mental. Talvez Simone Biles tenha passado por isso por anos e ninguém esteve lá para confortá-la. O atleta tem sempre uma mistura de sentimentos, tudo muito à flor da pele. Com a vitória e a derrota sempre tão perto, os atletas têm que lidar com esses dois pólos todos os dias de suas vidas.

Vulnerabilidade tem sido um assunto muito abordado nos dias de hoje, ainda mais quando se fala de liderança. É de extrema importância que uma atleta como Simone Biles, que representa um país como os Estados Unidos, tenha dado visibilidade a esse assunto. É importante que as pessoas entendam que essa realidade enfrentada por ela pode acontecer com qualquer pessoa, vinda de qualquer lugar. Todo mundo sofre pressão, não importa a profissão e o mercado em que você trabalha. A diferença entre um atleta e um profissional, é que o atleta esconde suas fragilidades e suas dores. O esporte nos mostra que, independente da área de atuação, todos tem limites. Portanto, o burnout é uma questão que deve ser considerada e trabalhada no mundo de hoje.

A olimpíada é uma competição única na vida do atleta, mas a vida do atleta está acima de qualquer coisa. A mente tem que ser tratada da mesma forma que o físico, com a mesma importância e cuidado. A saúde mental é parte do esporte, o que ela está fazendo talvez mude a história olímpica. Esses jogos já entraram na história por muitas razões: mudança de data por conta de uma pandemia, atletas trans participando, e Simone Biles mostrando que somos humanos antes de sermos atletas. O que ela fez e a vulnerabilidade que ela teve só comprova mais ainda o fenômeno que ela é, e porquê ela é uma das maiores atletas de todos os tempos.

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Síndrome de Burnout: da animação ao esgotamento profissional

O mundo moderno trouxe muitas oportunidades de carreiras, mas, consequentemente, muitos problemas de saúde. Isso porque a correria do dia a dia e o estresse têm causado distúrbios que levam muitas pessoas a terem uma péssima qualidade de vida, e a Síndrome de Burnout é uma das doenças que têm atingido muitos profissionais, trazendo o esgotamento profissional.

Para que você entenda melhor sobre o assunto, abaixo, explicaremos do que se trata essa síndrome e quais trabalhadores são os mais afetados. Acompanhe!

O que é Síndrome de Burnout?

Trata-se de um esgotamento que afeta tanto o lado físico quanto o psicológico da pessoa, causando um desgaste profissional.

O termo foi criado pelo psicólogo norte-americano Herbert Freudenberger para descrever os efeitos do estresse excessivo causado por algumas profissões relacionadas com a saúde, como medicina, enfermagem, psiquiatria etc.

Atualmente, a síndrome deixou de ser usada apenas para essas áreas, mas passou a ser ligada aos demais trabalhadores, incluindo as donas de casa. Ou seja, qualquer pessoa que se encontre sob forte exaustão pode desenvolver o problema.

Quais são os sintomas dessa síndrome?

As pessoas que são afetadas por essa doença sentem cansaço e fadiga constantes. Além disso, outros sintomas podem surgir, tais como:

  • perturbação do sono, tendo insônia ou sono excessivo;
  • dores de cabeça e musculares;
  • alterações fortes de humor;
  • falhas de memória e dificuldade em se manter concentrado;
  • irritabilidade, podendo chegar à agressividade;
  • baixa autoestima e até depressão.

Devido aos sinais, é sempre importante procurar ajuda de um médico para tratar o problema antes que ele possa se agravar.

Quais profissionais são os mais afetados?

A Síndrome de Burnout pode atingir qualquer profissão, especialmente quando o trabalho exige grande esforço e dedicação, fazendo com que o trabalhador tenha uma autocrítica negativa e passe horas do seu dia voltado para seu serviço.

Qualquer pessoa que preste um serviço sob pressão, ou que esteja envolvida diretamente com a vida de outros indivíduos, como profissionais da saúde, militares e bombeiros, tende a desenvolver a doença com mais facilidade e ter esse esgotamento profissional.

Como tratar e controlar esse problema?

O tratamento é à base de antidepressivos e psicoterapia. No entanto, para isso, é necessário passar por uma consulta e verificar as recomendações indicadas. Para completar, é fundamental que a pessoa reveja sua rotina, dando preferência para a sua saúde e qualidade de vida.

Nada adianta ter completa dedicação ao trabalho se isso causar problemas graves às suas condições físicas e emocionais. A melhor dica é criar uma rotina favorável, incluindo uma boa dieta, exercícios físicos e momentos de lazer.

Para contornar a situação e controlar o problema, é essencial que você se desconecte do trabalho sempre que for para casa. Além disso, faça pausas durante o serviço, procurando fazer algo que tire seu foco e relaxe sua cabeça.

Você deve gerenciar o seu tempo para que possa cumprir com suas obrigações, sem causar danos à saúde. A carreira é importante, mas levar uma vida mais saudável fará com que você siga um caminho mais promissor, aprendendo a ter mais desenvolvimento pessoal.

A Síndrome de Burnout é uma doença que pode ser evitada quando a pessoa começa a desacelerar, controlando suas atividades profissionais e suas tarefas de maneira que nada prejudique outras áreas da vida.

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