uma flor com um olho no meio para representar a economia da atenção

Patricia Dalpra para O Futuro das Coisas – Como influenciar na era da Economia da Atenção

“Eu tenho pressa e tanta coisa me interessa, mas nada tanto assim”. Os versos da música Nada tanto assim, do grupo Kid Abelha, sucesso nos anos 1980, representam muito bem o momento em que estamos vivendo.

Hoje, a capacidade de atrair a atenção da nossa audiência é um grande desafio. Vivemos em um mundo onde a quantidade de conteúdos disponíveis torna a atenção um grande ativo.

Por isso, denominamos o atual momento como era da Economia da Atenção, um tempo em que é muito difícil atrair e manter a atenção das pessoas. Este não é um conceito novo, mas a cada dia se faz ainda mais presente no nosso dia a dia.

O crescimento exponencial de informação disponível para todos provoca cada vez mais escassez da nossa atenção. A cultura digital proporcionou um ambiente onde todos falam para todos, mas nem sempre o outro escuta o que foi falado.

Diante deste cenário, como influenciar nosso público, nossa audiência, nosso cliente ou potencial cliente? Considerando que influenciar representa gerar movimentos no outro, seja ele físico, intelectual ou comportamental. 

A premissa de que capital social relevante esteja relacionado ao poder de influenciar é um grande equívoco. O número de seguidores não é, necessariamente, proporcional ao impacto que geramos na nossa audiência. O impacto que geramos está relacionado ao quanto inspiramos o outro. O quanto aquilo que estamos falando é relevante para o outro.

Considerando essa equação precisamos quebrar alguns paradigmas para que consigamos inspirar e consequentemente influenciar o outro. Dentre eles, podemos considerar algumas mudanças importantes:

– Mudar o olhar de consumidor para pessoa – consumidores compram e pessoas vivem. Enxergar as pessoas como vidas e não como números.

– O foco do produto para a experiência – produtos suprem necessidades, experiências suprem desejos

– Da honestidade à confiança – a honestidade é presumida, a confiança é insinuante íntima e deve ser conquistada. Será forte quando construir a conexão.  Não é porque você é conhecido que você é confiável. É um trabalho contínuo.

– Da identidade à personalidade – identidade é reconhecimento e personalidade diz respeito ao caráter e ao carisma.

– Obliquidade para presença – a obliquidade é vista e a presença é sentida. Presença é quando alguém nos chama a atenção. Presença demora a conquistar, mas ela é fundamental.

– Da comunicação ao diálogo – comunicar é dizer como está e diálogo é participar.

– Do serviço ao relacionamento – serviço é vender e relacionamento é reconhecimento.

O projeto Voz das Comunidades é um bom exemplo de tudo o que estamos falando. Sobre como inspirar e consequentemente influenciar. Em 2005, época em que a mídia tradicional sequer mencionava o que existe de bom nas favelas, um menino de 11 anos criou um jornal na comunidade do Morro do Adeus, uma das 13 que formam o Conjunto de Favelas do Alemão, para mostrar o que acontecia na sua comunidade.

Para conseguirmos influenciar neste mundo da Economia da Atenção, precisamos nos debruçar sobre nossas experiências de vida e na bagagem adquirida ao longo da nossa jornada. Precisamos ligar os pontos dessa experiência. Cada um de nós é seu próprio veículo. Cada um é dono do seu próprio sistema de comunicação. Resta decidir quem queremos influenciar.  E dentro desta linha de pensamento é melhor que ser algo para alguém do que nada para todos.

Além da Economia da Atenção, vivemos em um mundo polarizado. A realidade tem vários pontos de vista e muitas vezes estamos condicionados a apenas um ponto de vista. Vivemos com um choque de vieses onde cada pessoa é um viés. Considerando este cenário, para sermos inovadores e consequentemente influenciarmos nossa audiência ou as pessoas que queremos atingir, precisamos ter pontos diversos, experiências diversas. É preciso ter diversidade no olhar. Considerar que os vieses são sim motivadores para um novo olhar e para um diálogo enriquecedor.

Finalizo este artigo com a parábola de René Descartes, Os Cegos e o Elefante. Ela retrata muito bem este momento dos vieses e da não aceitação da palavra do outro.

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pessoas ao ar livre contando histórias

Patricia Dalpra para O Futuro das Coisas – O valor da nossa história (passado, presente e futuro)

A arte de contar histórias se confunde com o surgimento da humanidade. Os humanos, em suas cavernas, contavam narrativas cotidianas usando a arte rupestre. Essa prática surgiu antes da escrita, impulsionada pela necessidade que a humanidade tinha  de repassar os fatos ocorridos.

As histórias nos conectam, nos emocionam, nos encantam, nos fazem sentir! Como disse Carl W. Buehner, “as pessoas vão esquecer o que você disse, irão esquecer o que você fez, mas nunca esquecerão como você as fez sentir”. Essa frase retrata muito bem o poder das histórias.

Não por acaso a arte de saber contar uma boa história se tornou uma prática que muitas marcas, empresas e pessoas se apropriam. Conhecida como Storytelling, essa arte busca reter a atenção dos interlocutores, despertar emoções e deixar registrada a mensagem na memória de quem a ouviu.

Certa vez escutei um professor contar sobre um experimento que fizeram com uma caneta. Eles colocaram para venda uma caneta simples, tipo Bic, em um site de vendas pelo valor real. Depois colocaram a mesma caneta à venda e contaram uma história que estaria por trás dela.  Esta mesma caneta foi vendida por um preço dez vezes superior ao seu valor de mercado.

O que fica de aprendizado? Histórias agregam valor. Histórias conectam. Histórias despertam emoções. Histórias nos diferenciam. Histórias geram empatia.

O mercado já descobriu o poder da narrativa e que, quando bem construída, pode ser atraente. Um trabalho científico realizado pelo neuro-economista Paul J. Zak apresenta um ponto mais preciso sobre como histórias mudam nossas atitudes, crenças e comportamentos. Elas ativam um neuroquímico chamado oxitocina, produzido quando conquistamos confiança ou somos gentis, motivando a cooperação entre as pessoas. Este neuroquímico aumenta o sentido de empatia e nossa capacidade de sentir a emoção do outro.

Em outro experimento, Paul Zak testou se poderíamos “hackear” o sistema de oxitocina para motivar as pessoas a se envolverem em comportamentos cooperativos. Como resultado descobriu que histórias guiadas por personagens causam consistentemente a síntese de oxitocina. Além disso, a quantidade de oxitocina liberada pelo cérebro é capaz de prever o quanto as pessoas podem estar dispostas a ajudar a outras, como por exemplo, fazendo doação em dinheiro para uma instituição de caridade associada à narrativa.

As descobertas sobre a neurobiologia da narrativa são relevantes para todos os ambientes, inclusive o de negócios. Uma história guiada por personagens com conteúdo emocional resulta em uma melhor compreensão dos pontos-chaves e permitem uma melhor lembrança deles depois.

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Patricia Dalpra no O Futuro das Coisas |Da Aparência à Essência

A tecnologia e os dispositivos móveis revolucionaram nossas vidas. Barreiras foram quebradas e distâncias encurtadas. A unidade de distância, medida por metro ou quilômetro, hoje também se resume a um clique para chegarmos a pontos do planeta até então inatingíveis. Estamos mais perto de todos e o mundo está mais perto de nós.

Os celulares colocaram o mundo, as pessoas e as empresas na palma das nossas mãos. Com a força da internet muitos ganharam vozes – alguns até tornaram-se juízes do comportamento alheio. As pessoas, de um modo geral, têm adotado um grau de exigência comportamental muito maior do que o necessário.

A era digital também nos apresentou o mundo da transparência. Há cada vez menos espaço para falsos personagens, mentiras, incoerências e incongruências. A velocidade da informação, por meio das ferramentas digitais, inibe e derruba tentativas neste sentido. Vivemos o padrão Big Brother em tempo integral: acompanhamos em tempo real o que acontece no mundo e é possível reunir informações de forma instantânea.

Nesse contexto, a busca da essência e da autenticidade passa a ser maior, ao invés de pensarmos apenas na aparência no sentido mais amplo. Mais do que nunca, precisamos estar atentos para que a nossa imagem esteja alinhada aos nossos valores. E mais: que nossos valores estejam alinhados ao que falamos e, principalmente, à maneira como agimos e nos comportamos. 

Nunca nos deparamos com tantas crises de imagem como agora. Somos a primeira geração que está aprendendo, com erros e acertos, a lidar com a gestão de imagem em um mundo onde quase não existe mais o privado. 

Da economia à política, passando pela moda, marcas, empresas ou pessoas, a transparência é cada vez mais valorizada. Hoje, muito mais do que vender produtos ou serviços, nós vendemos confiança. Quando procuramos um médico ou um advogado pautamos a escolha pela confiança que sentimos por estes profissionais.

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Coluna Patrícia Dalpra | A importância da reputação na gestão da carreira

Quem você é? Quais são os seus valores, habilidades, talentos e experiências? Você já parou para pensar sobre isso? E mais importante: você passa a verdadeira imagem de todas essas características para as pessoas que convivem e trabalham diretamente com você? 

Sua reputação consiste exatamente nisso. Ela é criada e alterada pelo que você faz e pelo que todo o mundo, inclusive você, dizem sobre a sua pessoa. Infelizmente, a reputação nem sempre é 100% baseada em fatos concretos, mas sim em percepções, opiniões, conjecturas e rumores. A reputação é algo construído no dia a dia, baseado em suas ações e em como as pessoas que convivem com você interpretam essas ações. Por isso, a criação e gestão da reputação é um processo contínuo e constante, que necessita de um esforço ativo e cuidadoso de sua parte. 

É necessário que fique claro que uma boa reputação, especialmente no ambiente profissional, gera respeito e confiança da parte de seus colegas e superiores, e até mesmo por parte de algum concorrente, caso você seja dono de um negócio. Empresas comprometidas e sérias costumam levar em consideração a reputação de candidatos a cargos relevantes, já que isso reflete diretamente na imagem do negócio. Colaboradores com boa reputação ajudam a solidificar a imagem do empreendimento como sendo bom e de confiança também. 

Em linhas gerais, uma excelente marca pessoal se constrói ancorada em três pilares principais: o seu tempo de carreira, experiência profissional e o que você já conquistou profissionalmente falando; o quanto você investe em si mesmo, em sua formação e sua constante atualização; e em sua imagem, comportamento, trato com as pessoas e jogo de cintura. É necessário saber balancear esses três pilares da melhor maneira possível, com o objetivo de criar uma reputação sólida e confiável. 

E para alcançar esse objetivo, é essencial que haja sempre um esforço contínuo de sua parte em criar, manter e recuperar sua reputação. E esse processo é realizado através de uma profunda compreensão dos mecanismos que influenciam a criação e a manutenção de sua imagem. Trocando em miúdos, a gestão da reputação é essencial na hora de consolidar sua marca pessoal. 

A gestão da reputação nada mais é do que gerir de maneira eficiente a sua imagem percebida pelos demais, através da garantia da coerência entre o que você deseja passar e seu comportamento real. Além disso, gerir de maneira adequada a sua imagem passa também pela identificação de fatores-chave positivos que influenciam diretamente a construção e manutenção da reputação. 

A gestão da reputação é especialmente importante em momentos de crise de imagem. Com a velocidade atual com que acontecimentos e notícias se espalham, é imprescindível agir com rapidez para estancar a crise antes que ela tome grandes proporções e traga prejuízos permanentes. 

Nesses casos, a primeira atitude a ser tomada é reunir tudo que está sendo dito sobre o caso, e saber de onde essas informações estão saindo. A partir disso, traçar as melhores estratégias de contenção da crise e agir! Não negar a existência da situação desfavorável e focar sempre em agir com transparência e coerência. Lidando com a situação de maneira acertada e ética, quase 100% das crises de imagem podem ser contornadas. 

Gerir de maneira eficiente sua reputação na era da informação e hiperconectividade a qual vivemos atualmente não é tarefa das mais fáceis. Isso porque até mesmo o conceito de “boa reputação” pode mudar de maneira rápida, e depende de qual empresa ou setor do mercado você está enquadrado. 

As necessidades e exigências do mercado de trabalho estão cada vez mais altas e pode ser difícil enquadrar-se corretamente nesse cenário. As empresas estão, a cada dia mais, buscando profissionais que passem e, mais do que isso, consolidem, a imagem que a companhia gostaria de transparecer ao público consumidor, clientes, fornecedores e concorrência. Justamente por isso, há uma maior intolerância, por parte das empresas, a erros e expectativas não atingidas. 

Sua reputação é como uma “sombra” de você mesmo, projetada. Ela corresponde à realidade, a quem você é, ou há uma diferença entre o que as pessoas veem e sua verdadeira essência? Essa é uma questão muito importante quando se fala de gestão da reputação. Em alguns casos, a imagem pessoal de uma pessoa demonstra uma coisa, mas, na prática, o cenário se mostra muito distinto do que era esperado. Esse “gap” pode afetar negativamente sua imagem profissional e o seu posicionamento no mercado. 

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Patricia Dalpra na Folha de São Paulo | Rede de apoio é fundamental para crescimento do empreendedorismo feminino

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Patricia Dalpra na Harper’s Bazaar | Código Feminino da Liderança está em alta nas empresas

Neste momento em que vivemos uma montanha russa de emoções em função dos impactos provocados pela pandemia, profissionais que estão na liderança de empresas enfrentam um de seus maiores desafios.

Em meio a tantas perdas, a vulnerabilidade fica mais exposta. Além de cumprir metas e buscar retornos financeiros, os líderes precisaram se dedicar ainda mais a cuidar de seus colaboradores e, mais do que nunca, saber se colocar no lugar do outro para entender as necessidades e angústias de cada um diante de um cenário inesperado.

E o que as empresas mais precisam dos líderes neste momento? Um padrão de comportamento empático e mais humano. Em nosso livro, “O Código Feminino da Liderança – O futuro das organizações e de seus líderes”, mostramos o ganho das empresas que privilegiam este modelo de gestão.

O mundo corporativo está passando por transformações digitais, físicas, estruturais e sobretudo humanas. As empresas precisarão cada vez mais de líderes com um olhar mais sensível, com espaços de colaboração, cocriação e, principalmente, transformação. E para que este modelo funcione é fundamental que atributos de gestão mais focados nas relações e nas pessoas sejam incorporados às organizações.

E por que nós, mulheres, podemos nos tornar protagonistas dessa nova era e conquistar um papel de destaque no atual cenário? Porque embora não seja uma exclusividade feminina, habilidades do código feminino de liderar como sensibilidade, intuição, confiança, flexibilidade e comunicação sempre estiveram associadas ao arquétipo feminino.

E são essas habilidades, que também chamamos de soft skills, que estão fazendo a diferença para alavancar a transformação. Não, isso não significa que toda mulher tenha essas habilidades afloradas e saiba usá-las no momento certo.

Mas as que souberem fazer bom uso dessas características certamente serão líderes que farão a diferença nas corporações e serão mais valorizadas no mercado. Os homens que estiverem dispostos a aprender e colocar em prática essas habilidades também serão essenciais ao processo, mas é inegável que essa essência faz parte do código feminino. E por isso as mulheres têm a possibilidade de exercer um papel importante na formação de novos líderes neste conceito mais humano de gestão especialmente num momento em que o mundo precisa se humanizar.

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Patricia Dalpra no Jornal Extra | ‘Infantilidade’ de Viih Tube, do ‘BBB21’, é estratégia

Trancinhas, cores claras, roupas juvenis… tudo o que Viih Tube usa dentro do ‘Big Brother Brasil 21’ pode parecer uma escolha comum para uma jovem de 20 anos, mas tem gente duvidando da inocência e ar angelical da sister.

Para muitos que acompanham o programa, o jeito doce e juvenil da youtuber não passa de uma estratégia para conquistar o público e os demais brothers da casa. Segundo internautas, até mesmo a escolha de roupas da participante é calculada, e até seus looks na casa mais vigiada do Brasil são comparados aos que ela usava antes de entrar no reality.

Antes, em cliques compartilhados nas redes sociais, Viih Tube, costumava usar mais decotes, maquiagens marcantes e roupas em tons mais escuros, como preto e vermelho. Agora, é comum ver a sister usando cores mais claras, como lilás e rosa, tiaras, tranças no cabelo e maquiagem mais leve.

Internautas estranharam mudança no estilo de Viih Tube

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Patricia Dalpra para o site Inteligência & Inovação sobre a importância do personal branding na gestão de carreira

O futuro do trabalho sinaliza mudanças sensíveis num cenário muito próximo. Como comunicar de forma mais eficiente e transparente seu verdadeiro potencial ao mercado e, consequentemente, fazer a diferença num ambiente altamente competitivo.

É cada vez maior o impacto da Inteligência Artificial sobre algumas profissões. O futuro do trabalho sinaliza mudanças ainda mais sensíveis num cenário muito próximo, já que cada vez mais as máquinas ocuparão o lugar dos humanos em inúmeras posições. Um estudo do McKinsey Global Institute revela que 5% das atividades profissionais podem desaparecer em pouco tempo e que 60% delas podem ter um terço das tarefas automatizadas. E o que isso quer dizer na prática? Que o cenário será muito diferente muito antes do que imaginamos e que processos e formas de pensar o trabalho precisam ser revistos por empresas e profissionais.

Assim como aconteceu com o movimento de globalização, ocorrido na década de 1990, no qual acreditava-se que aconteceria uma homogeneização em função da “queda” das fronteiras geográficas, o que se viu foi um movimento contrário. A diferenciação, ou seja, a singularidade surgiu como um contramovimento muito forte.

Estrategista em Gestão de Imagem e Carreira, Patrícia Dalpra explica que ao mesmo tempo em que o movimento de globalização se consolidava, o Branding – conjunto de ações alinhadas ao posicionamento e valores de uma marca – também começava a ganhar força. O objetivo era descobrir o que cada marca – de uma pessoa, empresa ou mesmo de um país – apresentava de singular para posicioná-la no mercado diante de uma nova realidade.

“Atualmente, percebemos novamente um contramovimento. Ao contrário do que se espera em um cenário em que a inteligência artificial ganha força, características mais humanizadas tornam-se um grande diferencial, um valor determinante dentro do mundo profissional”, afirma a estrategista, referindo-se à valorização das chamadas Soft Skills.

Para aqueles que ainda não estão familiarizados com a expressão, Soft Skills são habilidades comportamentais que diferenciam um profissional no ambiente de trabalho e a forma como ele reage a determinadas situações do cotidiano profissional. Neste momento, características como inteligência emocional, criatividade, empatia, curiosidade e proatividade são altamente valorizadas na hora de uma empresa contratar um profissional.

“Uma vez ouvi o publicitário e administrador de empresas Walter Longo falar sobre o seu processo de seleção de candidatos. Ele contou que nos últimos anos tem buscado profissionais que sejam sustentáveis, ou seja, que saibam reciclar ideias, conceitos e visão de futuro e CEOs. De uma forma mais simples, o que ele e muitas empresas buscam no momento são profissionais mais criativos, engajados e otimistas”, ressalta Patrícia Dalpra.

A estrategista em gestão de imagem e carreira enfatiza que no mercado de trabalho atual, especialmente com o prolongamento da pandemia, habilidades técnicas e acadêmicas não são mais as determinantes para uma contratação. As soft skills passaram a ter um peso muito importante para as empresas na hora de escolher um profissional para o seu time de colaboradores.

Diante desse cenário, o autoconhecimento torna-se fundamental. Conhecer sua marca pessoal, identificar suas forças, talentos inatos, pontos fracos e habilidades a serem desenvolvidas é fundamental. Todo e qualquer profissional que pretende ser protagonista da sua carreira, e fazer parte da revolução do novo em uma economia criativa, precisa descobrir sua marca pessoal. Nessa nova evolução disruptiva, é necessário ser diferente para fazer a diferença.

“O momento é efêmero, tudo é fugaz. Para se viver, e não apenas sobreviver neste cenário, é preciso se conhecer profundamente, entender seu potencial, e, principalmente, se comunicar de forma adequada. O mercado tem demonstrado que, no que se refere à carreira, esses movimentos são fundamentais e estratégicos”, orienta a especialista.

Na opinião de Patrícia Dalpra, a gestão de carreira hoje precisa ser muito mais “Waze” do que “GPS”. No GPS, basta que se coloque o local em que se quer chegar. O aparelho traça uma rota e segue o caminho que foi definido. Com o Waze, o destino é conhecido, mas, muitas vezes, não se sabe como chegar lá. O trajeto vai mudando e o condutor precisa se adaptar às transformações de cenário até chegar ao seu objetivo. A única condição é não perder o foco de onde se pretende chegar. É um cenário que exige flexibilidade, adaptabilidade, velocidade de reação e alinhamento não linear.

Para ler mais acesse o site Inteligência & Inovação.

Você é um Smart ou um Off Road | Coluna Patrícia Dalpra no Acontecendo Aqui

Quem você é? O Smart ou o off road. Esta é uma pergunta importante que precisamos fazer quando falamos de talentos. Quando falamos de carreira. Muitas vezes, por falta de conhecimento, somos um Smart e nos comportamos como um Off Road. E quando isto acontece o resultado só pode ser um fracasso. Só poderemos fazer a diferença, trilharmos uma carreira de sucesso, quando conhecermos quais são as nossas forças. Precisamos entender quais são nossas forças e a partir deste conhecimento, investirmos ainda mais no desenvolvimento e fortalecimento destes talentos. 

Não é por acaso que o tema autoconhecimento vem apresentado como fundamental para todo e qualquer pessoa que pretende pensar e planejar sua carreira.

Muitas pessoas acreditam que se conhecem bem porque têm informações sobre si. Elas sabem suas cores favoritas, os alimentos que gostam, quantas horas de sono necessitam para descansar, o dia em que nasceram e outras informações. O fato é que esse conhecimento é superficial e não permite saber quais são nossos talentos.  

A falta de conhecimento sobre si gera impedimentos para conquistas maiores. Uma vez que você não sabe no que é bom, torna-se inapto para desenvolver os próprios potenciais e ser melhor naquilo que já faz bem. Você já imaginou como teria sido a carreira do jogador Pelé se ele descobrisse que não era bom no futebol? Dificilmente ele teria sido o melhor. 

É fundamental que você descubra aquilo que faz bem, ou seja, as suas aptidões e talentos. São eles que abrem as portas para feitos ainda maiores. Obviamente que o sucesso não vem por um mero acaso, pois demanda esforço e dedicação. O fato é que tudo se torna menos difícil quando você direciona as suas ações para o lugar correto. 

O potencial competitivo é essencial para que você cresça e se destaque em qualquer aspecto da vida, pessoal ou profissionalmente. Somente um mergulho no autoconhecimento possibilitará o estudo do DNA, ou seja, de cada uma das suas características e potencialidades. 

Desse modo, será possível se descobrir e revelar talentos — alguns que você desconhecia ou nem enxergava como potencial. 

Descobrir o potencial pessoal e competitivo é algo fundamental para o sucesso. Cada pessoa tem uma personalidade própria, com características que a definem como um ser único. Saber quais são as suas particularidades  que influenciam  diretamente no modo como a sua carreira é vista, pois se trata dos seus potenciais. 

Confira o artigo completo aqui e veja outros artigos da coluna da Patricia Dalpra para o site Acontecendo Aqui.

Patricia Dalpra no Estadão | A importância do personal branding como estratégia de gestão de carreira em uma economia criativa

É cada vez maior o impacto da Inteligência Artificial sobre algumas profissões. O futuro do trabalho sinaliza mudanças ainda mais sensíveis num cenário muito próximo, já que cada vez mais as máquinas ocuparão o lugar dos humanos em inúmeras posições. Um estudo do McKinsey Global Institute revela que 5% das atividades profissionais podem desaparecer em pouco tempo e que 60% delas podem ter um terço das tarefas automatizadas. E o que isso quer dizer na prática? Que o cenário será muito diferente muito antes do que imaginamos e que processos e formas de pensar o trabalho precisam ser revistos por empresas e profissionais.

Assim como aconteceu com o movimento de globalização, ocorrido na década de 1990, no qual acreditava-se que aconteceria uma homogeneização em função da ‘queda’ das fronteiras geográficas, o que se viu foi um movimento contrário. A diferenciação, ou seja, a singularidade surgiu como um contramovimento muito forte.

Estrategista em Gestão de Imagem e Carreira, Patrícia Dalpra explica que ao mesmo tempo em que o movimento de globalização se consolidava, o Branding – conjunto de ações alinhadas ao posicionamento e valores de uma marca – também começava a ganhar força. O objetivo era descobrir o que cada marca – de uma pessoa, empresa ou mesmo de um país – apresentava de singular para posicioná-la no mercado diante de uma nova realidade.

‘Atualmente, percebemos novamente um contramovimento. Ao contrário do que se espera em um cenário em que a inteligência artificial ganha força, características mais humanizadas tornam-se um grande diferencial, um valor determinante dentro do mundo profissional’, afirma a estrategista, referindo-se à valorização das chamadas Soft Skills.

Para aqueles que ainda não estão familiarizados com a expressão, Soft Skills são habilidades comportamentais que diferenciam um profissional no ambiente de trabalho e a forma como ele reage a determinadas situações do cotidiano profissional. Neste momento, características como inteligência emocional, criatividade, empatia, curiosidade e proatividade são altamente valorizadas na hora de uma empresa contratar um profissional.

‘Uma vez ouvi o publicitário e administrador de empresas Walter Longo falar sobre o seu processo de seleção de candidatos. Ele contou que nos últimos anos tem buscado profissionais que sejam sustentáveis, ou seja, que saibam reciclar ideias, conceitos e visão de futuro e CEOs. De uma forma mais simples, o que ele e muitas empresas buscam no momento são profissionais mais criativos, engajados e otimistas’, ressalta Patrícia Dalpra.

A estrategista em gestão de imagem e carreira enfatiza que no mercado de trabalho atual, especialmente com o prolongamento da pandemia, habilidades técnicas e acadêmicas não são mais as determinantes para uma contratação. As soft skills passaram a ter um peso muito importante para as empresas na hora de escolher um profissional para o seu time de colaboradores.

Diante desse cenário, o autoconhecimento torna-se fundamental. Conhecer sua marca pessoal, identificar suas forças, talentos inatos, pontos fracos e habilidades a serem desenvolvidas é fundamental. Todo e qualquer profissional que pretende ser protagonista da sua carreira, e fazer parte da revolução do novo em uma economia criativa, precisa descobrir sua marca pessoal. Nessa nova evolução disruptiva, é necessário ser diferente para fazer a diferença.

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