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Marca Pessoal – moda ou necessidade!?

Fiquei pensando muito para encontrar um tema interessante para abrir minha coluna em 2014.

Entrando no grupo de debate sobre Personal Branding do qual faço  parte, este título me chamou atenção. Me apropriei do tema e comecei a pensar sobre como desenvolver algo interessante. Como muitos dizem,  quando jogamos uma ideia  no ar, o universo começa a conspirar a nosso favor! Pois bem, neste domingo, lendo o jornal o Globo, li duas matérias muito ligadas ao tema aqui proposto. Martha Medeiros que é colunista, jornalista, escritora e poetisa, fala em sua coluna  sobre “Realidade e percepção”, tema ligado à imagem.  E no Segundo Caderno, a outra matéria “Verdadeiro ou falso? Marginal de mentirinha”. Uma análise sobre as encrencas do Justin Bieber e o posicionamento da sua marca pessoal.

Um prato cheio!  Adoro discutir sobre estes dois assuntos.

Pois bem, pergunto a vocês, marca pessoal é modismo ou necessidade?

Neste sábado estava tomando café com uma cliente e uma amiga e ex-aluna, e falávamos sobre os mais variados temas até que uma delas falou, “agora chegou a hora de começarmos a trabalhar para criar a minha marca pessoal”.  Este é o equívoco que a grande maioria das pessoas cometem quando se referem à marca pessoal.  Todos nós temos uma marca que é construída dia após dia. O ponto de partida de todo o processo é a percepção que os outros tem de nós. Como somos visto aos olhos do outro. Concordo com a Martha Medeiros quando ela menciona na sua coluna que “percepção é algo que se constrói dia após dia, e que uma vez consagrada, é difícil de mudar.” Precisamos cuidar da nossa imagem porque a todo instante estamos sendo percebidos por pessoas do nosso convívio ou novas pessoas. Estamos criando a primeira impressão a todo instante ou estamos reforçando a imagem que as pessoas já criam sobre nós e a aprtir daí começam e utilizam adjetivos para nos descrever. É como se criassem um rótulo em cada um de nós, tais como – simpático, agressivo, inconveniente, inteligente, fofoqueiro, safado, entre outros. Determinados rótulos podem ser positivos mas não podem ser vistos como únicos. Este processo da rotulação é a definição da marca pessoal involuntária, ou seja, deixamos que os outros definam quem somos.  Não temos o controle do que estamos mostrando e por isso, passa do estágio da percepção. Os adjetivos escolhidos por terceiros se definem como os atributos da marca.

 

Ainda continuando com o tema que estamos discorrendo, passo para a matéria sobre o Justin Bieber. Alguns defendem a teoria que este novo comportamento pode ser uma jogada de marketing para construir uma nova marca para o cantor. Concordo que em muitos casos esta seja uma estratégia que funcione. Temos o exemplo da Miley Cyrus que está mostrando um lado bem bad girl através de uma mudança profunda de comportamento. Todo o processo de gerenciamento de marca pessoal – personal branding, está diretamente ligado ao comportamento e consequentemente à reputação. Miley Cyres deixou de ser aquela adolescente certinha para se tornar uma jovem rebelde. Neste caso eu concordo com a estratégia. Mudança de comportamento, mudança de percepção da imagem e consequentemente uma nova marca pessoal. No caso de Justin Bieber não acredito que aconteça o mesmo pois, o que percebemos é a transformação de um ídolo em praticamente um marginal fichado na polícia. Em todo o processo de gerenciamento de marca pessoal partimos de valores presentes no indivíduo. No caso de algumas pessoas públicas, tais como artistas e políticos  esta construção tem como ponto de partida unicamente sua audiência. Não importa a essência da pessoa e nem o seus valores. O que está em jogo é atingir seu público alvo. No caso de Bieber, existem vários valores e comportamentos que podem ser impressos no seu dia-a-dia que não seja o de transformá-lo naquilo que ele está se tornando – um grande problema. No seu caso acredito que este seja mais um dos inúmeros casos que já vivenciamos com atores, cantores, atletas e gente como a gente. Falta de estrutura para viver uma nova vida onde nem sempre é fácil manter-se fiel aos seus valores.

 

Respondendo a pergunta feita lá no começo. Marca pessoal não é modismo mas sim uma necessidade. Precisamos ter consciência de que somos e onde queremos chegar. Como Martha falou, uma imagem vale mais do que mil palavras mas para mudar uma percepção equivocada ou negativa, serão necessárias muito mais do que mil palavras. Não podemos ser aquilo que os outros determinaram que sejamos. Inverta o processo, faça os outros pensarem que você é aquilo que esta verdadeiramente em sua essência. Tenha o controle da sua marca pessoal.

 

 

Abaixo segue o vídeo da atriz e cantora americana Amanda Bynes,  uma menina que se transformou em garota-problema.

 

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Segue o link da matéria Verdadeiro ou falso.

http://glo.bo/1aSWErA

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Aos 55 anos Barbie vale US$ 3 bilhões e continua em forma

Fiquei bastante curiosa com  a matéria que li no Meio Mensagem “Barbie ilustra a capa da Sports Illustrated. Aos 55 anos , Barbie linda, loira e magra de maiô na capa de uma revista que é sempre estampada por belas modelos . O tema “Mulheres Lendárias”.

Não estamos falando de uma simples “mulher” mas  de alguém que tem uma marca que vale simplesmente US$ 3 bilhões. Só para termos uma idéia de grandeza, um estudo realizado pelo economista americano Fred Fuld, mostrou que a modelo brasileira Gisele Bundchen vale algo em torno de US$ 250 milhões a US$ 450 milhões. Tão interessante quanto o valor da  Barbie  foi a declaração do porta voz da Mattel “como uma lenda com valor de marca avaliado em US$ 3 bilhões, posar para a Sports Illustrated dá a boneca a oportunidade de ser quem ela é, sem remorsos.”

Em toda sua história,  fora várias estratégias de branding em torno da vida da boneca, seus 55 anos de existência não foram marcados apenas por bons momentos. Várias críticas sugiram em torna da sua silhueta, cor de cabelo, tom de pele a até da sua vida afetiva, pois viveu crises com seu namorado. Barbie já teve inúmeras profissões. Foi arquiteta, atleta, veterinária, chef de cozinha, entre tantas outras profissões, foi também mãe, a Barbie já apareceu grávida. Já foi inspiração para vários estilistas famosos, que puderam vesti-la em alto luxo. Um dos seus segredos foi a forma como ela acompanhou a mudança dos tempos, sendo sempre uma mulher moderna.

Eu que trabalho com Personal Branding Strategist ,me surpreendo com toda a estratégia em torno da boneca celebridade. Todo o estudo de posicionamento da marca, os atributos que são trabalhados, a imagem que é projetada da Barbie, a profissão, a roupa que irá vestir. Enfim, um verdadeiro trabalho de gestão de marca pessoal, sempre ligado aos acontecimentos mundiais, mostrando com isso que ela apesar de boneca também esta ligada as mudanças sociais.

Temos que concordar que os profissionais que gerenciaram a marca pessoal da Barbie fizeram um grande trabalho. Algumas novas ações estão sendo planejadas mas existe uma linha que crítica a exposição da boneca em uma revista com apelo sensual, esta linha de pensamento entende que seria sexualizar demais a celebridade que na verdade é consumida por crianças. Um posicionamento que, a priori, não faz sentido mas, como toda grande celebridade, quando sua imagem começa ficar em baixa, uma boa polêmica é sempre providencial, acredito que esta seja realmente a idéia.

Bem, nos resta acompanhar como serão os próximos 55 anos da boneca celebridade.  Quanto estará valendo sua marca? Uma coisa eu posso garantir, ela continuará linda, loira e magra.

Segue abaixo o vídeo da boneca para a divulgação das fotos em outdoors.

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Parece simples, mas você sabe usar as mídias digitais?

Atualmente as redes sociais se tornaram um grande canal para se consumir produtos, serviços e especialmente informação. Porque mais do que um simples espaço virtual de encontros e desencontros, é um mundo de rápida comunicação. Exemplo disso é a utilização dos RHs em pesquisa do perfil dos candidatos nas redes sociais que se tornaram um grande currículo atualizado todos os dias, as empresas entendem que o perfil pessoal esta diretamente ligado ao profissional e por isso, essa pesquisa é levada em consideração na hora de uma seleção ou promoção. Antes as contratações eram em função do currículo e da formação, mas hoje há uma preocupação de como esse individuo é, como se relaciona com outras pessoas.

Sem dúvida as mídias digitais são ótimas ferramentas para dar visibilidade a sua imagem, ou a imagem da sua empresa, ou ao serviço prestado. Escutamos a todo instante que precisamos estar nas redes sociais porque nosso público está lá.

Porém, todo cuidado é pouco, para se construir uma carreira de sucesso muitas vezes levamos anos e por causa de uma atitude negativa arranhamos nossa imagem. Uma situação acontece e em segundos pessoas do outro lado do mundo já estão sabendo.

Atenção na hora de postar uma foto, vídeo e principalmente opinião, é importante usar o bom senso para não gerar polêmicas e depois precisarmos usar as mesmas redes sociais para nos retratarmos. Essa situação tem acontecido com freqüência e isso esta associado ao enorme poder da comunicação em tempo real.

O Sheik, jogador de futebol do Corinthians, esta semana viveu uma situação como esta, além da desculpa pública, teve sua vida profissional comprometida.

Quando geramos assuntos polêmicos ficamos sujeitos a opinião de outros que pode ou não concordar com a nossa.

Por isso, se alguém busca dar mais visibilidade a sua imagem ou marca a primeira coisa é estar nas mídias digitais, mas é importante que esse trabalho seja feito de forma planejada, com estratégia. Entender o objetivo de uma postagem é fundamental para se chegar ao resultado esperado. Vale ressaltar que estamos em contato direto com o nosso público, onde o impacto de uma imagem pode alcançar milhares de pessoas em um pouquíssimo tempo.

Uma boa e atenta assessoria pode ajudar a gerenciar, planejar e criar estratégia para dar maior e melhor visibilidade a imagem/marca, isso vale para pessoas públicas ou não.

Então, não esqueça de pensar e avaliar antes de qualquer postagem, afinal que imagem quer que seja percebida pela lente de quem vê ou lê…

Adriana Motta

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Consistência é a palavra

Final de semana para mim significa assistir aos jogos de vôlei dos meus dois filhos. Como sempre, levo alguma coisa para ler para ajudar a passar o tempo enquanto espero o jogo começar.  Peguei rapidamente algumas revistas e trouxe. Uma delas era a Forbes de junho que trás a sempre linda Gisele Bündchenna capa.

Li novamente a matéria “A mulher de 1 bilhão de reais”.   Esta leitura me fez lembrar quando em 2001 estava em Milão fazendo um curso onde uma das aulas era com o consultor de imagem da Madonna. Em uma de suas colocações ele falou sobre a era Gisele que estava chegando ao fim e que nos próximos 2 anos a carreira dela chegaria ao fim. Doze anos se passaram e realmente sua imagem não continua a mesma, ela é muito mais  forte e valorizada e não para de crescer.  Se Gisele fosse uma empresa com ações na Bolsa de Valores de Nova York, ela estaria avaliada entre R$ 250 a U$ 450 milhões .

Agora eu pergunto a você “Qual é o segredo de tanto sucesso?”. Responderam?  A resposta é muito simples“Consistência”.

Assim como no marketing que trabalha com os 7 P’, o personal branding trabalha com o3 C’ – clareza, constância e consistência.  A  consistência da imagem faz com que a credibilidade imposta por ela seja  reforçada e aumentada dia após dia.

Quantas modelos lindas surgiram , surgem ou surgirão no mundo da moda? Quantas delas construíram uma imagem com tanta autoridade, domínio e influência quanto Gisele? A consistência em cima dos seus principais atributos –  beleza, carisma, bem-estar e família são trabalhados e reforçados diariamente em tudo aquilo que ela faz, tanto na vida profissional quanto na sua vida pessoal.

Um outro ponto determinante no gerenciamento da marca pessoal está relacionado ao que chamamos de brand environment  – ambiente da marca. Ou seja, tudo aquilo que estiver ligado  direta ou indiretamente à marca pessoal  tem um impacto determinante na consistência da imagem.

Como se não bastasse,  Gisele ainda tem ao seu lado, o jogador de futebol americano Tom Brady, seu marido, e este fato só vem reforçar todos os seus atributos. Sua imagem de bom moço, família, profissional dedicado, bonito e carismático  agrega valor à imagem e consequentemente à marca Gisele Bündchen.

Gisele é um grande case que serve como referência no estudo de como gerenciar uma marca pessoal. Sua consistência não está relacionada apenas  a administração da sua vida, mas ela também é consistente com todas as marcas para as quais cede o uso da sua imagem.

É importante ter a consciência que o processo de construção e gerenciamento da marcar pessoal começou ontem e termina amanhã. E como o amanhã será sempre o amanhã, ele não termina nunca. Ele é feito dia após dia porque cada dia sua ação terá um impacto direto na percepção de quem você é.

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Qual o impacto que você está causando?

Hoje quero falar com vocês sobre a importância do gerenciamento da marca pessoal, o tão falado personal branding.

Vocês acham que somente pessoas famosas precisam se preocupar com sua marca pessoal? Bem, quem respondeu sim, está completamente enganado.  É bem verdade que pessoas famosas ou públicas podem potencializar os ganhos através da correta administração da sua imagem.   Mas para todos nós, simples mortais, o gerenciamento da marca pessoal torna-se fundamental na sociedade atual.

Depois do movimento de globalização que teve início em meados da década de noventa onde aconteceu um movimento de homogeneização   do comportamento entre os povos e cultura, a grande expressão da sociedade atual tornou- se “Diferencie-se”.  Para ter visibilidade e se destacar é preciso trazer para fora nossas características que nos fazem únicos.  É preciso entender qual o seu DNA, qual a sua  verdadeira essência. A partir deste auto conhecimento que parte do interno para o  externo, será possível trabalhar, ou pelo menos, entender a percepção, o impacto que causa no outro. O gerenciamento da marca pessoal parte de algo concreto e verdadeiro.  Um exemplo para exemplificar o que estou tentando explicar.

Muitas pessoas confundem marca pessoal com o marketing pessoal.  Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.  Como mencionei acima, o trabalho de marca pessoal parte de algo que existe, de atributos que estão ali mas que talvez não estejam sendo comunicados de forma correta  afim de serem percebido pelos outros.  Já o marketing pessoal  prega algo como “você pode ser quem você quer ser”. A partir desta premissa  são criadas ferramentas de marketing para vender algo ao seu público alvo.  Na marca pessoal não pensamos desta forma. Podemos sim partir do público alvo para entender qual dos nossos atributos serão mais importantes serem percebidos por aquele público.  Durante o processo de estudo da marca pessoal nada se cria tudo se descobre.

A importância deste alto conhecimento e deste gerenciamento está ligado à história que você quer contar para o mundo. Ao impacto que causará nas pessoas que convivem com você. Na marca que você deixará registrada. Este processo está ligado à todas as formas de comunicação que existem que vai desde a presencial até a virtual. E aqui temos um espaço enorme através das mídias digitais que se bem gerenciadas, serão ótimas aliadas.

No gerenciamento da marca pessoal não basta parecer  é fundamental ser.

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Auto-imagem e Autocrítica

Você sabe como é percebido pelos outros? Já perguntou para seus amigos o que acham de você? Você sabia que a sua auto imagem pode ser completamente diferente da percepção externa?  Você sabia que você pode estar completamente enganado e por conta destes pontos cegos pode estar tendo dificuldades nos relacionamentos pessoais e profissional? É muito difícil enxergamos nossos defeitos sozinhos. O feedback é uma ferramenta funcional  na identificação dos nossos pontos fortes e pontos fracos.

 

Em um dos meus treinamento fiz uma das atividades habituais  com grupo. Pedi que cada pessoa escrevesse em um pedaço de papel  a forma como achavam que eram percebidos.  Em um segundo momento pedi que cada pessoa escrevesse como percebiam cada uma das pessoas presentes no treinamento.  Uma informação importante,  as pessoas não se conheciam. Estas informação eram baseadas na primeira impressão, ou seja, a percepção que criamos nos primeiros segundos. Uma impressão baseada na leitura que fazemos através da comunicação não verbal  que está ligada à aparência e linguagem corporal e eventualmente de uma comunicação verbal. E você sabia que a primeira impressão é a que fica. Quanto todos terminaram de escrever peguei os papéis e fiz uma tabela no quadro com a percepção externa de todos os participantes.  Pedi que cada um observasse sua auto análise junto com a percepção externa e a partir daí tirassem suas conclusões. O resultado eu já sabia,  uma grande diferença entre a auto imagem e a percepção externa. Mas o que me chamou muito a atenção neste grupo foi uma participante que começou a chorar compulsivamente.  Ela estava transtornada com o resultado final porque o resultado final era completamente diferente.  Ela se via como uma pessoa simpática, comunicativa e acessível . Entretanto a percepção externa era de uma pessoa antipática, arrogante e reservada.  Este é um exemplo típico de auto imagem distorcida.  É preciso identificar os pontos cegos e trabalhá-los com o objetivo de anulá-los e fortalecer os pontos fortes para que sejam percebidos já na primeira impressão. Uma boa impressão será fundamental para uma percepção positiva.

 

Um estudo do Departamento de Psicologia da Universidade de Nova York mostrou que as primeiras impressões são feitas em duas regiões do cérebro. As amígdalas, não as da garganta, mas as do cérebro, a mesma região que processa o instinto de sobrevivência, em seguida esta informação é passada para o neo córtex que irá processar as informações.  A partir deste momento estas informações são registradas no cérebro e dificilmente conseguimos mudar as informações armazenadas.  Estas informações não somente ficarão armazenadas, como nosso cérebro irá buscar informações no outro para confirmar o que já está registrado, ou seja, se percebi uma determinada pessoa como antipática, o nosso cérebro irá sempre buscar algo que confirme esta percepção. Por este motivo a primeira impressão é a que fica e dificilmente conseguiremos mudá-la. Assim sendo, muita atenção à sua auto imagem. Fazer o exercício de feedback junto às pessoas próximas e alinhar sua auto imagem à percepção externa, é fundamental para que enganos não aconteça.

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A verdadeira essência

Hoje começo oficialmente meu ano novo com vocês. Estou aqui no Rio de janeiro, com uma linda manhã ensolarada de domingo fazendo um brainstorming interno para decidir o tema da minha primeira coluna de 2013.

Bem, depois de muitas ideias, decidi  falar sobre Essência. Esta simples palavras permeia minha vida pessoal e profissional. Como uma boa pisciana sou muito intuitiva. Tenho uma certa facilidade para captar a essência das pessoas. No lado profissional escolhi trabalhar com pessoas onde o ponto de partida de todo o processo de gestão de imagem e da marca pessoal e baseado na essência.

Quando falo em essência, estou me referindo mais uma vez ao DNA, aquilo que nos torna único e singular diante dos outros. Muitas vezes fico reticente em usar esta terminologia pelo porque, atualmente, tudo é DNA, mas não existe nenhuma outra palavra que represente melhor o verdadeiro sentido de essência.

Minha relação com os estudos de DNA tiveram inicio em 2007 quando coordenei pesquisas voltadas para a identificação do DNA Brasil que resultou no livro DNA Brasil –Tendências e Conceitos Emergentes para as 5 Regiões Brasileiras além de estudos de DNA de empresas e marcas.

Não acredito em mudanças do DNA de empresas e marcas já existentes, quanto mais de pessoas. Quem somos e  o que somos está diretamente ligado à nossa essência, ao nosso DNA. Podemos até  nos distanciarmos desta verdade em alguns momentos, mas não seremos plenos e não transmitiremos verdade, credibilidade e consistência, percepções fundamentais que permeiam todo o trabalho de gerenciamento de imagem e gestão da marca pessoal.

Atributos e características pessoais  podem e devem ser administrados exaltando o que temos de melhor, anulando ou tirando o foco dos nossos atributos menos favoráveis. Isto se chama gestão de imagem e gerenciamento da marca pessoal.

Essência, esta não pode ser modificada e nem escondida. Caso isto aconteça, não estaremos trabalhando com pessoas verdadeiras mas sim criando personagens.  Desta forma sairemos do mundo real e entraremos  no mundo de ficção e de mentiras.

Como sempre procuro ilustrar o que escrevi com alguma vídeo.  Abaixo temos  uma campanha do Mc Donald e outra da Asics.

 

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A comunicação e suas estratégias

A comunicação é um processo que vem sofrendo mudanças desde os tempos dos homens das cavernas.  Há 3800 A.C o homem não sabia falar e para se comunicar fazia desenhos nas paredes das cavernas. Passamos por vários processos e hoje vivemos a era da tecnologia. Podemos dizer que nossa era das cavernas são as redes sociais – Facebook, Twitter, Instagram Linkedin entre outros.  Nunca tivermos tantas ferramentas de comunicação como agora.  O problema é a falta de alinhamento entre as diversão formas de comunicação e a correta utilização.

 

Como nos comunicarmos de forma eficiente e pontual, eis a questão!  Mesmo sem emitirmos som estamos nos comunicando. Portanto, o que muitos não se dão conta é que existem dois tipos de comunicação, a verbal e a não verbal.

 

Comunicação verbal é quando utilizamos palavras para nos comunicarmos.

Comunicação não verbal é quando não precisamos de palavras para nos comunicar. Utilizamos tudo aquilo que está relacionado à nossa imagem. Nosso corpo, nossas roupas, nosso perfume, nossas emoções e todas as redes sociais as quais estamos expostos.

 

Me lembro de um cliente muito divertido contanto uma das suas histórias. Ele, um atleta cego precisava de ajuda para descer do ônibus tinha parado muito distante da calçada. Adivinhem quem apareceu para ajudá-lo. Acreditem, um mudo.  Agora imaginem só a situação. Um cego tentando se comunicar com um mudo.  Depois de muita dificuldade, a forma encontrada para se comunicarem foi através do tato.

 

Para termos uma comunicação eficiente e eficaz,  precisamos responder as seguintes perguntas:

·      Quais são as minhas expectativas

·      Como quero ser percebido

·      Qual mensagem quero passar

·      Com que vou me comunicar

Uma vez respondidas estas  perguntas é só adequar o discurso, seja ele, verbal ou não verbal ao seu interlocutor ou publico alvo. Esta reflexão vale não só para encontros presenciais mas também em comunicações virtuais. Nunca se esqueçam, o mundo virtual é uma extensão do mundo real ou  presencial. A forma de comunicação e o conteúdo deverá estar sempre alinhado.

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Quando a árvore seca

O esporte sempre esteve presente na minha vida. Na  adolescência fui jogadora de vôlei. Não dei continuidade a minha possível carreira de atleta porque meus pais não aceitaram a ideia da filha caçula morar sozinha em Belo Horizonte. Tal decisão não me afastou do esporte. Através do vôlei conheci o pai dos meus filhos. Este namoro virou casamento e o adolescente se tornou  atleta profissional. Muitos anos se passaram. Grandes mudanças aconteceram  mas o esporte continua  bastante presente na minha vida. Além de trabalhar com atletas tenho dois filhos inseridos neste mundo. O esporte está no meu DNA.  Acompanhei de perto a  realidade do esporte e muitas histórias felizes , bem sucedidas e outras com um final não tão feliz.

A revista Exame de outubro publicou  um artigo que fala da difícil relação entre atletas e dinheiro. O artigo é baseado em um documentário realizado pela ESPN americana chamado  30 For 30  Broke – How Millionaire Athletes End Up Broke. Vários atletas contam suas histórias de insucesso profissional. Grandes atletas que ganharam muito dinheiro e perderam tudo. Os pontos em comum entre todos eles são aqueles que nós já conhecemos.

  • Falta de estrutura para administrar as mudanças profundas de estilo de vida
  • Vaidade
    · Ostentação
    · Investimentos errados
    · Falta de visão
    · Falta de  cuidado com a imagem pessoal
    · Responsabilidade financeira com familiares e amigos
    · Lesões
    · Pessoas oportunista

O cenário apresentado nesta pesquisa não é novidade. Ele vem se repetindo ao longos dos anos. Aqui no Brasil podemos citar vários atletas que além perderem toda sua fortuna destruíram seu maior ativo, sua imagem e reputação.  O tempo passa, os salários sobrem mas as histórias se repetem.

Acredito que a  solução para este problema, além da estrutura familiar,  seja  a educação. Infelizmente estes são os primeiros que os atletas são obrigados a abdicarem em prol da carreira. No que tange a educação é preciso termos politicas de incentivo  à educação no esporte. A educação precisa se tornar prioridade no nosso país. Hoje encontramos diversas ferramentas de educação a distância que podem  ser moldadas para atender as necessidades dos atletas.  Disciplinas como educação financeira, gestão da imagem e administração da carreira deveriam fazer parte do currículo escolar  de todos eles.

Precisamos mudar a cultura do esporte brasileiro. Antes de pensarmos em formar atletas, precisamos nos preocupar em formar cidadãos. Esta mudança cultural terá um impacto determinante no resultado final do esporte brasileiro. Todos sairão ganhando.

No link abaixo vocês poderão acompanhar na íntegra o documentário apresentado pela ESPN 30 For 30  Broke – How Millionaire Athletes End Up Broke.

 

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Gestão da diversidade

A inspiração deste artigo veio como consequência de uma semana intensa de diálogos no trabalho de identificação do DNA, tanto pessoal para a gestão e desenvolvimento da marca pessoal quanto a gestão da imagem corporativa.

Quando trabalhamos a gestão da marca pessoal,  não existe uma preocupação com a diversidade, pelo contrário, esta variante torna-se bastante interessante e importante no gerenciamento da marca pessoal – personal branding. A história, os valores, os sonhos e as frustações são informações fundamentais para a construção do contexto geral.

Assim como faço no processo de gestão da imagem pessoal, no mundo empresarial não é diferente. Meu ponto de partida também é o diálogo com os proprietários da empresa, no caso de empresa familiar, para entender o DNA e identificar Genius Loci ( talento) da empresa.

Esta semana comecei a estudar o dna de uma nova empresa familiar com dois sócios. Após o diálogo com os  sócios a percepção era que estávamos falando de duas empresas diversas. Dois sócios completamente diferentes com idades diferentes, dna diferentes, interesses diferentes, estilo de vida diferentes, valores diferentes, visões diferentes e objetivos pessoais diferente.  Os pontos em comum eram  o entendimento do potencial da empresa  e os objetivos de crescimento parecidos. Através do estudo do DNA  podemos identificar o Genius Loci que será fundamental na criação de estratégias inovadores e originais.  Todas as empresas devem expressar seu próprio Genius Loci, isto é, um “caráter” e uma personalidade” enraizados em um contexto reconhecível.

Fiquei bastante intrigada com os resultados obtidos.  Para tentar esclarecer melhor a história, marquei um outro diálogo com o funcionário mais antigo da empresa. Este diálogo ainda não aconteceu, mas após transcrever todos os diálogos, identifiquei que o que parecia ser o maior empecilho deste trabalho torna-se o maior talento., o verdadeiro Genius Loci da empresa. A diversidade permeia todo o processo desta empresa. Vai desde o produto até o formato do escritório que foge  completamente dos  padrões convencionais.

A diversidade não pode ser vista como um problema, mas sim como um talento que, se bem trabalhado, fará toda a diferença.

Genius loci: refere-se a um conjunto de características que caracterizam um lugar, uma cidade, uma empresa. Indica o talento local.